Revista Rua

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Guimarães respira jazz até 18 de novembro

Miguel Estima

Texto: Miguel Estima |

O Guimarães Jazz chegou à sua 26ª edição, sendo que os amantes da música jazz rumaram à cidade berço para assistir a mais uma edição que, este ano, será marcada pela celebração dos 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz.

A estreia aconteceu na quarta-feira, 8 de novembro com Nels Cline, que interpretou o seu mais recente álbum Lovers, acompanhado pela Orquestra de Guimarães.

Na quinta-feira, Jazz – The Story, desenvolvido pela All Star Orchestra e narrado pelo vocalista Nicolas Bearde, subiram ao grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, para comemorar o centésimo aniversário da primeira edição discográfica de jazz num espetáculo que constituiu uma comovente evocação do extraordinário legado artístico do jazz e uma eloquente revisitação do seu património musical.

Na sexta-feira, foi a vez do histórico baterista do free jazz Andrew Cyrille tocar ao vivo o álbum The Declaration of Musical Independence.

O dia mais forte foi o sábado, dia em que o trio suíço VEIN subiu ao palco do pequeno auditório durante a tarde e, à noite, Mostly Other People Do the Killing deram um dos melhores concertos de jazz de que há memória no festival.

Domingo foi o dia da Big Band e o Ensemble de Cordas da ESMAE subir ao palco acompanhada dos mentores Jeff Lederer e Mary LaRose.

Para fechar em beleza o fim de semana, a Porta-Jazz veio a Guimarães. Num projeto híbrido de linguagens, numa fusão de teatro e música, com a colaboração do dramaturgo Jorge Louraço Figueira e a atriz Catarina Lacerda.  O quarteto liderado por Nuno Trocado (guitarra), com Tom Ward (saxofones, flauta, clarinete baixo), Sérgio Tavares (contrabaixo) e Acácio Salero (bateria) foi protagonista deste espetáculo que resultou de uma semana de trabalho em residência artística.


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