Revista Rua

Apreciar. Minhotos pelo Mundo

A experiência sevilhana

“última gota de esperança de tirar um estágio”

Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, UCP

Texto: Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, UCP |

João Ferreira de 22 anos licenciou-se em Design Gráfico em Braga e nunca esteve nos seus panos estagiar fora do seu país, mas é quando menos se espera que surgem as oportunidades. Foi isso que aconteceu a João Ferreira, no final da sua licenciatura deparou-se com uma das maiores dificuldades no nosso país, a procura de estágio, devido à chamada falta de experiência. Face a esta situação pediu ajuda à sua universidade e foi a partir dai que surgiu a “última gota de esperança de tirar um estágio”, assim o referiu.

Surgiu então o estágio de João em Sevilha.

A principal dificuldade que João encontrou em Andaluzia foi a comunicação, João descreve a fala dos sevilhanos como “um espanhol corrido, rápido e entre os dentes, muito difícil de compreender. É incrível ver tanta miséria na comunicação em Sevilha, cidade esta que vive principalmente do turismo”. Este jovem realça a diferença do tempo que se faz sentir em Braga e em Sevilha. “ Em Sevilha sente-se um calor infernal, somente no Verão consumi 3 litros de água por dia e dormi 5h por dia.”, declara.

As diferenças entre Braga e Sevilha são mais que muitas, segundo João Ferreira, Sevilha consegue estar 20 anos mais avançada que a cidade minhota. A capital de Andaluzia, para além de ter uma cultura totalmente diferente, consegue conservar as suas tradições mais antigas.

Descreve o povo sevilhano como um “povo que vive muito na rua no sentido de que em qualquer rua vê-se sempre gente alegre, a tomar um copo, a comer tapas, são muitos festivos”.

O dia à dia que João tinha em Portugal foi o que mais falta lhe fez na sua estadia em Sevilha. “Quando sais da tua zona de conforto, torna-se difícil construir novamente tudo o que tinhas”, acrescentou. A distância em relação à família é algo que vai passando com o tempo, ocupar a mente com outro tipo de coisas é a solução.

João confessa que adorou a experiência e afirma que devia ser obrigatório passar uma temporada no estrangeiro. Esta experiência permiti-lhe abrir os horizontes, conhecer novas pessoas com filosofias completamente diferentes da cultura portuguesa. “Criei uma rede de contactos pelos 4 cantos do mundo e tenho amigos pra vida. Não me arrependo de ter ido.”

Uma jornada no estrangeiro transforma-nos enquanto profissionais e ser humanos, algo que todos devíamos experimentar afirma João Ferreira.

 

Este  artigo foi escrito ao abrigo do protocolo com a Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais de Braga, Curso de Ciências da Comunicação.


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