Revista Rua

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A resiliência de uma luz oculta

João Silva está na Rua

Nuno Sampaio

Texto: Nuno Sampaio |

@joaosilvapp

A luz é um elemento fulcral na fotografia. Desde a ausência ao excesso, a luz determina uma posição, um lugar legítimo que, muitas vezes, é uma identidade do fotógrafo. Existe a tua luz?

Acredito que exista a minha luz, mas também acredito que é uma luz que ainda não está definida nem sei se algum dia poderá estar. Tal como procuro constantemente a melhor luz, a forma como a procuro vai sempre variando e isso reflete no que ela pode demonstrar ser.

 

Há uma cadência dentro de um universo urbano onde encontramos as tuas fotografias. A rua e os seres que a habitam são as tuas procuras mais persistentes?

Sim. As pessoas, as suas histórias, o movimento, as expressões e os jogos de luz que chegam quase a ser uma obsessão são as coisas que realmente me fascinam e que me fazem vibrar quando faço fotografia.

 

O fotojornalismo de hoje coexiste com o fotojornalismo de ontem, onde uma dicotomia entre ética e uma posição editorial se espelham no melhor e no pior em tudo aquilo que implica uma imagem. Alguma vez, no momento do “disparo”, houve um sentimento contraditório?

No exato momento do disparo acredito que não, porém o fotojornalismo requer que, por vezes, sejamos frios (sem perder a humanidade, o bom senso e a dignidade). Prefiro fazer a foto e eliminar depois porque acho que não deverá ser publicada, do que não a fazer no momento e depois me arrepender de não a ter feito.

 

Qual foi a cidade onde encontraste uma luz mais especial?

Londres tem uma luz incrível, mas Lisboa…!

É uma cidade que me ensinou muito e que me deu e dá a luz mais especial de todas até agora.


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