Revista Rua

Saber. Refugiados

Ainda não há refugiados no Minho: O que já se faz por cá?

Luís Leite

Texto: Luís Leite |

(Em atualização)

Mar. Muros. Mortes. Fogem da guerra, dos conflitos e da falta de condições de vida. Em sentido contrário, voluntários e grupos de cidadãos mobilizam-se para ajudar nos campos de refugiados. Instituições portuguesas abrem portas para os receber. Mas ao Minho ainda não chegou nenhum.

 

Alan Kurdi morreu a tentar atravessar o oceano. A imagem captada por Nilufer Demir percorreu o mundo. Mostrava uma criança síria, de três anos de idade, caída, sozinha, com o rosto enterrado na areia. Tornou-se um símbolo do drama enfrentado por milhares de refugiados sírios, afegãos e iraquianos que buscam recomeçar as suas vidas na Europa. Sofia e Sara Gomes viram muitas outras imagens desta guerra, mas foi esta que as motivou a partir para ajudar na distribuição de comida e roupa, no campo de refugiados em Idomeni, na Grécia.

As dezenas de milhares de refugiados que procuram a Europa fogem à guerra sangrenta que assola a Síria há já cinco anos. No mês passado, as autoridades portuguesas estavam a avaliar perto de 90 pedidos de recolocação de refugiados. Segundo o Diário de Notícias, Portugal recebe nesta semana 38 refugiados no âmbito do Programa de Recolocação da UE que se juntam a outros 30 que vieram no final de 2015, sendo em ambos os casos acompanhados pelo SEF e recebidos pelas entidades diretamente envolvidas nos projetos de integração (Santas Casas da Misericórdia, Câmara Municipal de Lisboa, JRS - Serviço Jesuíta aos Refugiados, CPR - Conselho Português para os Refugiados, Cruz Vermelha Portuguesa) e encaminhados para os locais de acolhimento.

Espera-se que cheguem 58 refugiados à região minhota, através da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), distribuídos por organizações de Braga, Guimarães, Barcelos, Fafe, Vila Verde e Viana do Castelo. Na cidade bracarense encontramos a Comunidade Pedro Arrupe que espera por uma família de seis pessoas. 

No mês passado, Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, revelou que dez refugiados que Portugal se preparava para receber ficaram desaparecidos. Aos deputados, a ministra explicou que dos cinco centros de triagem que existem na Grécia só o de Lesbos está a funcionar. Mariana Reis Barbosa esteve lá em janeiro, como voluntária. Aos 35 anos, é doutorada em Psicologia da Justiça pela Universidade do Minho. Coordena o Grupo de Investigação e Intervenção em Psicologia da Paz (GIPP) e é investigadora no Group on International Perspectives on Governmental Aggression and Peace. Quando surgiram notícias sobre o acolhimento  de refugiados, pensou que seria uma coisa rápida. Junto com alguns ex-alunos idealizava utilizar a Clínica Universitária de Psicologia (UCP-Porto) do ponto de vista da resposta psicológica para os refugiados que vinham para cá. Com o tempo percebeu que ia demorar mas não podia ficar de braços cruzados. Aproveitou uma altura profissional mais calma e decidiu ir.

 

As irmãs voluntárias em Idomeni, Grécia

Sara e Sofia Gomes começaram por ser voluntárias na organização “It’s Our Problem”, que centralizou todas as recolhas de roupas e alimentos no armazém Setlevel, em Famalicão. A partir daí entraram em contato com mais organizações e foi assim que conheceram o movimento “A solidariedade não conhece fronteiras”, um grupo de cidadãos que decidiu unir esforços para uma recolha nacional de agasalhos e itens básicos para os refugiados em trânsito que se encontram na zona da Croácia, Sérvia, Grécia e Macedónia. O envolvimento das irmãs tornou-se maior quando decidiram partir para ajudar na distribuição de bens num campo de refugiados através desse movimento. Partiram a 27 de novembro de 2015 e ficaram até dia 4 de dezembro desse ano.
Quando chegaram a Idomeni, Grécia, só havia silêncio. Sara diz que “parecia um cenário de guerra e estava tudo deserto, tudo abandonado”. Cheias de medo, envolvidas em ventania e frio, a primeira coisa que encontraram foi uma bomba de gasolina. Contam que se assemelhava a um cenário apocalíptico e que nessa loja de conveniência se encontrava apenas uma rapariga com cerca de 20 anos. Sofia acrescenta: “Estava tudo deserto, tudo partido, e de repente vês 2 ou 3 refugiados a atravessar a estrada”. 

Os refugiados que acostam nas ilhas gregas dirigem-se para a fronteira entre a Grécia e a Macedónia, onde iniciam o seu périplo em direção ao norte da Europa. Desde o final de Novembro de 2015, para filtrar a passagem dos migrantes, a Macedónia instaurou uma primeira zona tampão, permitindo a passagem apenas a pessoas provenientes de países em guerra, tais como sírios, afegãos e iraquianos. O campo de refugiados de Idomeni foi um epicentro de conflitos da entrada dos refugiados na Europa. A distinção feita na fronteira entre migrantes e refugiados fez a violência escalar. Aqueles que, desde 18 de novembro, foram impedidos de entrar na Europa pela Macedónia, permaneceram no campo de Idomeni, que não era um campo de refugiados oficial, sendo apenas uma pequena vila grega que se viu assolada de gente.

A gasolineira ficava a cerca de 3 km do campo de Idomeni. Mais à frente fica a fronteira com a Macedónia. A paisagem começa a compor-se à medida que se começam a aproximar: “Começamos a ver imensos grupos de refugiados a andar. Aquilo estava cheio de lixo por todo lado”, afirma Sara. Começaram o trabalho no campo, distribuindo kit’s de bens para crianças e mulheres que chegavam nos autocarros. Segundo a voluntária, muitos dos refugiados não fazem ideia de onde estão nem o que os espera. “Perguntam: Já chegamos à Europa? Onde é que nós estamos?”, diz-nos Sara Gomes. Nas semanas entre 27 de novembro e 3 de dezembro de 2015, altura em que as irmãs estiveram no campo de refugiados, os protestos dos que eram impedidos de cruzar a fronteira intensificaram-se. A 28 de novembro, a Macedónia construiu uma barreira de rede soldada e arame farpado. 

Os muros erguiam-se. Os autocarros continuavam a chegar. O frio aumenta. O inverno está a chegar. Na Europa, a atenção está focada nos ataques de novembro de 2015 em Paris, uma série de atentados terroristas ocorridos na noite de 13 de novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis, na França. 

Nos autocarros, vindos de Atenas, chegavam muitos iranianos entre os sírios, os afegãos e os iraquianos. Sofia conta que se vê de tudo: “Tens os refugiados e os migrantes económicos. Também há grupos de magrebinos que só vêm porque acham que vão ter uma vida melhor sem saberem o que os esperam. Depois vês sírios que estão a fugir realmente de alguma coisa, alguns que nem queriam vir, mas que a situação os obrigou. Também vês famílias, mulheres e crianças sozinhas”.

A Macedónia decidiu, no dia 2 de dezembro, fechar temporariamente a fronteira. Mas os autocarros com os refugiados vindos de Atenas continuavam a chegar. Sofia afirma que “o fluxo de autocarros é enorme. Foram para aí 40 autocarros por dia. Cerca de 4.000 pessoas por dia”. Enquanto uns podiam continuar a passagem para a Macedónia, os Iranianos foram obrigados a fixar-se no campo. O número de bens fornecidos era inferior ao necessário. A comida fornecida por grupos de voluntários gregos, alemães, portugueses e americanos – não chegava para toda a população. Sara, emocionada, diz: “Custou-me muito quando deixei de ter comida para dar. Ter de dizer que não tinha nada para lhes dar após horas de espera na fila foi muito duro”.

 

As organizações foram embora porque era perigoso. Nós ficamos porque era preciso. 

 

Sara conta várias histórias. Uma que a tocou, foi quando um senhor lhe suplicou ajuda para receber tendas para abrigar a família. “Uma das minhas colegas pediu-me para ir buscar uma tenda para uma família que tinha chegado com um recém-nascido. Eu fui. O senhor que tinha falado comigo anteriormente, quando me viu, pensava que era para ele. Ficou tão contente. Os olhos brilhavam tanto. Mas não era. De uma lado tinha a minha colega a chamar-me para lhe dar a tenda para a família com um recém-nascido e do outro um senhor cheio de esperança. Custou-me imenso não poder fazer nada”, conta Sara.

O dia 3 de Dezembro, o último dia que as voluntárias pisaram o campo de refugiados, nas palavras de Sara foi “um dia foi terrível”. As ONG’s saíram do terreno, dando a situação por incontrolável. No terreno apenas os voluntários não-filiados a ONG’s ou filiados a pequenas organizações. Sara e Sofia ficaram, procuravam ajudar, mas viam-se sem meios e sem auxílio. “As organizações foram embora porque era perigoso. Nós ficamos porque era preciso”, afirma Sara. 

Sofia, que testemunhou os tumultos, afirma que tiveram medo mas que se salvaguardaram estando sempre perto da polícia. “Não íamos sozinhas para outros lados porque era perigoso. Os autocarros chegavam mas não havia ninguém para os receber. Os voluntários americanos disseram-nos para não mandar ninguém para a fronteira. As pessoas chegavam e ficavam retidas no campo. “Regressamos pessoas diferentes”, continua Sofia. A irmã, Sara, conta que no dia seguinte regressou a Portugal frustrada: “Senti-me mesmo mal. Queria ter feito mais e não consegui”. Sofia concorda ao acrescentar que queria ter ficado lá: “Sentei-me no avião e comecei a chorar. Fiquei a pensar que não devia ter vindo embora, devia ter ficado porque ainda precisavam da minha ajuda”. 

Para elas, chegar e estar cá é como estar dentro de uma bolha. Sentem-se aliadas do mundo mas têm o desejo de voltar. Sara quer juntar fundos e ir para uma ilha Grega ajudar: “É uma coisa que fica contigo. Nunca vou estar satisfeita porque aquilo que deste não é nada. Passe o tempo que passar, os anos que passarem, nunca vais pensar que fizeste a tua parte porque há sempre mais que podes fazer. Sinto-me menos realizada do que se não tivesse feito nada”.

Ao perguntar a Sara qual a reação que tem quando ouve pessoas a dizer que não devíamos receber refugiados, ela responde: “As pessoas falam sem ter informação. A pergunta é: vamos recebê-los e ajudar ou simplesmente deixamo-los morrer à fome? Somos ou não humanos? Preocupam-nos ou não com os outros? Eles tiveram o azar de ter nascido naquele país. Ao recebermos refugiados, a nossa zona de conforto vai ser alterada, mas não é preferível acolher e mudar o nosso conforto, sabendo que estás a tentar fazer alguma coisa para ajudar alguém que realmente precisa? Ou é preferível fingir que não morrem pessoas no mar, que não há guerra lá fora, que não é nada connosco? Essa é a pergunta que eu ponho. Eu já sei a minha reposta”. 

O campo de Idmoni foi encerrado e toda a população foi transferida para Atenas. 

 

A Comunidade Pedro Arrupe

No ano passado, os Superiores Maiores da Companhia de Jesus na Europa chamavam a atenção para a ineficiência com que o continente europeu tem acolhido os refugiados. Em Braga, a Comunidade Pedro Arrupe, que vai receber uma família de seis pessoas através da PAR, irá disponibilizar, seguindo as regras desta plataforma, autonomia e privacidade: “Cá em casa temos as condições mínimas exigidas para acolher uma família de seis pessoas. Há um apartamento ao lado do nosso, que faz parte da nossa casa, mas que é completamente independente”, explica António Lourenço, responsável pela logística de acolhimento da família. “Não sabemos quem vem, quando vêm, quem são. Neste momento esperamos ansiosamente. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a PAR informam com três dias de antecedência. Tudo tem de ser muito rápido. Por nós, podiam chegar hoje. Estamos disponíveis para os receber, mas esta espera é aborrecida por causa da desmobilização que pode provocar. Há muita vontade de ajudar, com folgo enorme. Há muita vontade e o ânimo ainda não esmoreceu”, explica o jesuíta.

 

 Não sabemos quem vem, quando vêm, quem são. Neste momento esperamos ansiosamente. 

 

A comunidade, que tem o nome da figura que criou o Serviço Jesuíta aos Refugiados, é onde vivem os jesuítas em formação na etapa do Juniorado/Filosofado, depois de concluído o noviciado.  António Lourenço leva-nos a entender que para eles, tendo a comunidade o nome de Pedro Arrupe, isso fá-los sentir que têm uma vocação especial para com esta missão: “Seria um contra-senso gigantesco se não nos dedicássemos a esta causa. Ele passou o seu tempo apostólico a pensar, a sonhar com estas pessoas”, afirma. Toda a comunidade envolvente está a ser chamada a colaborar e a corresponsabilizar-se pela missão de acolher. “Além da ajuda que precisamos, também contamos com pessoas que se sintam envolvidas. Tivemos uma ação no Centro Académico de Braga (CAB) e mostramos as várias áreas em que era necessária ajuda. Esperamos ajuda de toda a comunidade envolvida. António Lourenço diz que este “é um desafio muito grande, mas também uma obrigação de nos comprometermos com esta realidade e abrimos as portas da nossa comunidade dando a estas pessoas a sua privacidade. Queremos que sejam autónomos e completamente independentes. Vamos ajudando progressivamente, de acordo com as necessidades”.

A Comunidade Pedro Arrupe tem um acordo com a duração de dois anos com a PAR. Recebem uma mesada para as despesas essenciais da família. Também vão ter uma equipa de pessoas que vai contribuir com parte para criar um fundo de maneio que possibilite a garantia de terem as condições mínimas. Criaram equipas que vão estar responsáveis por áreas diferente: “Temos o vestuário, a alimentação, a equipa de educação e voluntários. Também vamos ter uma pequena equipa responsável por encontrar trabalho para os adultos. Caso o dinheiro sobre, o que sobrar vai para a linha da frente. Seguramente irá ajudar em muita coisa".

 

 

"Há pessoas que vêm a cantar, pessoas que vêm em estado de choque"

Mariana Reis Barbosa foi para a Grécia como voluntária independente. Há alguns anos que tem desenvolvido investigação na área da Psicologia da Paz, em torno da compreensão dos processos de legitimação da violência e dos fenómenos de exclusão social, tais como refugiados, migração ou sem-abrigo. Mas era um contato mais teórico. Com a crise que se instalou na Europa, ressurgiu a vontade que desde sempre sentiu de ir para o terreno, para a prática. “Fui a título individual. A minha ideia inicial era ver que tipo de organizações não-governamentais existiam e escolher alguma. É normal, nas primeiras vagas haver esta tendência de pessoa irem e só depois se organizaram”. Após ter confirmado que não era preciso se registar previamente, preferiu partir como independe. A única coisa que planeou foi o bilhete de avião. Quando chegou, no mês de janeiro de 2016, Mariana viu-se numa ilha calma. “No dia que cheguei não havia grande confusão. Fui ao campo principal, que é o campo de Moria”, onde é feito o registo de migrantes e refugiados que chegam de barco à ilha, a meteorologia ajudava, não havia barcos a chegar. “Nos dias em que estava mau tempo e não havia barcos, permitia que os voluntários respirassem. Mas esses dias equivalem a pessoas que ficaram à espera, do outro lado. No dia seguinte vinham mais barcos, mais caóticos”, refere.

Como psicóloga, Mariana analisou aquilo que viu. “No caso dos adultos, retenho muito esta imagem de ter de um lado uma rapariga de 14 anos ou mais, em posição fetal completamente em choque e um metro ao lado dois rapazes da mesma idade extasiados a tirar selfies. Há pessoas que vêm a cantar, pessoas que vêm em estado de choque. Também depende do tipo de histórias que trazes, das perdas que podes ter tido, se vens ter com a tua família, etc”, diz.

No caso das crianças, os seres mais voláteis desta situação, a psicóloga guardou mais do que uma imagem. Analisou o quadro completo como explica: “Quando chegam as crianças acontecem duas situações, ou estão a chorar ou estão em estado de choque. Tipicamente, o que as pessoas fazem quando vão ajudar é pegar nas crianças em primeiro lugar. Os miúdos, para além de toda aquela viagem, durante um minuto ou uns segundos, ficam sozinhos. Aquele ar de choque ou o chorar completamente assustado é o ar mais frágil que possas imaginar”.

As vezes que teve contato com a chegada dos barcos foi porque eles foram ter com ela. Sempre que era necessário, a voluntária tinha um carro alugado e ia buscar outros voluntários que chegavam ao aeroporto: “Quando fui buscar a Matilde Salema, ela teve um primeiro impacto a sério.  Saímos do aeroporto, andámos dez segundos e vimos um barco a chegar, não estava ninguém para ajudar. Parei o carro, tinha daquelas mantas de emergência. A Matilde, um bocado atrapalhada ajudou-me. Entramos novamente no carro, mas mais à frente, outro barco”.

Mariana descreve momentos de frustração que a fizeram repensar, mas relembra que é preciso ver todos os ângulos desta situação. “Houve uma noite que estava uma tempestade enorme e estavam mais de 500 refugiados num pavilhão que tinha uma piscina vazia, com cheiro a fezes e os refugiados todos molhados. Não estava lá mais ninguém. Onde estavam as organizações? Senti uma frustração muito grande por não haver la ninguém quando era preciso. Pensei isso, na altura, com os nervos à flor da pele, mas com o distanciamento, percebo que as organizações estão muito limitadas. Têm uma atuação limitada pelos governos”.

 

Acreditava piamente que ia ser diferente. 

 

A psicóloga sente que a Europa não faz o suficiente e que a lição não foi aprendida durante a segunda guerra mundial. “Acreditava piamente que ia ser diferente. Na hora da verdade não é connosco, são os outros e caímos nos mesmo erros que os restantes”. Mariana sente que caso a Europa não haja de forma diferente, as condições para que as pessoas se sintam “maltratadas, discriminadas” estão criadas. “Fiquei com a sensação que isto é gente humilde, simpáticos, profundamente angustiados mas sempre com um sorriso na cara, bem-educados. Estas pessoas vêm com expetativas positivas, mas após meses de maltrato vão estar com uma postura diferente”, reflete Mariana.

O sentimento de que ainda há muito para fazer e que seria mais precisa na ilha de Lesbos é forte: “Há uma coisa que muda para sempre em ti, confirmei isso. Não há um dia em que não pense naquilo”. Fica agora o desejo de querer voltar e trabalhar na intervenção psicológica com os refugiados. Desta vez ir enquanto psicóloga e investigadora.

A Grécia defende que os cinco hotspots, ou seja, centros de triagem e identificação dos migrantes, estão prontos a funcionar – até agora estava apenas a funcionar um na ilha de Lesbos -, mas que isso não é suficiente para resolver o problema. Já o Reino Unido comprometeu-se a acolher refugiados, mas fora do sistema de quotas, propondo receber milhares de pessoas até 2020, mas diretamente nos campos de refugiados dos países que fazem fronteiras com Síria, de forma desencorajar a perigosa viagem até à Europa. A Europa está perante a pior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo um relatório da Agência da ONU para os Refugiados – ACNUR, no final de 2014 havia 59,5 milhões de pessoas deslocadas devido a guerras, um número alarmante e recorde que nos coloca muito perto da situação vivida em 1945.


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