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Alfacoop – Externato Infante D. Henrique

Uma escola de todos e para todos

Redação

Texto: Redação |

 

Fotografia: Nuno Sampaio e Alfacoop

 

É na atmosfera tranquila de Ruílhe, a poucos quilómetros do centro de Braga, que o Externato Infante D. Henrique, comummente reconhecido como Alfacoop, abre as suas portas, há quase 50 anos, segundo a filosofia “uma escola de todos e para todos”. Num percurso que orgulha professores e alunos, a história desta escola tem um ponto essencial: em 1983, num momento de grande dificuldade, a antiga Tele-Escola transformou-se numa cooperativa de ensino, tendo os professores tomado o rumo da escola nas suas próprias mãos. Assim tem sido até hoje, formando cidadãos, ajustando a sua oferta às necessidades das famílias locais e privilegiando a educação em instalações seguras e bem equipadas. “Preocupamo-nos não apenas com os resultados académicos dos alunos, mas com aprendizagens transversais que os ajudem a ser boas pessoas. Para isso, incentivamos os alunos a participar em projetos como o Parlamento dos Jovens da Assembleia da República, o Parlamento Europeu dos Jovens, o Concurso do Tribunal de Contas Imagens contra a Corrupção, Parlamento Concelhio Pequenos Grandes Políticos da Câmara Municipal de Braga e ainda estimulamos a prática desportiva para uma vida saudável e o respeito pelo meio ambiente”, garante José Ferreira, o presidente da escola. Orgulhoso no trajeto traçado, José Ferreira não esconde, porém, a desilusão em relação àquilo a que chama de “incumprimento contratual por parte do Ministério da Educação”: “Eu considero que os pais têm todo o direito de escolher a escola dos filhos e o modelo educativo, uma escolha que seja informada e esclarecida. E é dever do Estado apoiá-los no exercício concreto desse direito. O essencial da escola sempre foi o ensino regular financiado por contrato de associação, garantindo aos alunos a frequência gratuita da escola. Ou seja, os pais que nos escolhiam tinham uma enorme vantagem: terem ensino privado gratuito, digamos assim. Nós consideramo-nos uma escola de serviço público, mas com uma oferta que ultrapassa muito as valências das escolas públicas do Estado”, explica o presidente. No entanto, com os cortes levados a cabo pelo Estado, a Alfacoop viu-se obrigada a exigir outros cuidados aos pais e encarregados de educação. “Os pais que têm a possibilidade de suportar os estudos dos filhos são aqueles que vão continuar connosco. Há famílias que, mesmo com condições especiais de pagamento ou outro tipo de apoios, vão ter de abandonar, com muita pena nossa”, descreve José Ferreira.

 

Com um universo de 1200 alunos do 2º, 3º ciclo e ensino secundário (incluindo dois cursos profissionais), 70 professores e cerca de 50 funcionários (número necessário para o bom funcionamento dos serviços da escola, inclusive os transportes próprios – autocarros com o selo Alfacoop), a escola beneficia de salas e laboratórios de categoria superior. “Aproveitámos as condições de financiamento que tínhamos para criar boas condições e equipamentos. A escola é hoje bonita, confortável, com instalações mais do que adequadas às nossas necessidades: falamos de espaços desportivos amplos e com bicicletas para uso em aulas de educação física, laboratórios de biologia, química e ciências naturais, academia de música com possibilidade de os alunos aprenderem guitarra elétrica ou clássica, piano e bateria, sala multimédia com equipamentos de som e vídeo, sala de informática com uma vasta gama de computadores, etc. A escola está efetivamente bem equipada e temos a certeza que vamos manter o sucesso e a excelência do nosso ensino”, assegura o presidente da Alfacoop, referindo ainda as opções de frequência de cursos de inglês certificados por Cambridge.

Com áreas de lazer e convívio dinâmicas, proporcionando aos alunos um ambiente descontraído para os tempos de intervalo, a escola mantém-se focada nos seus propósitos primordiais, apesar das dificuldades que enfrentam: o mérito e a excelência dos seus alunos.


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