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Alvar(M)inho

Solar do Alvarinho, em Melgaço

José Gonçalves Lopes

Texto: José Gonçalves Lopes |

Melgaço, em Viana do Castelo, o concelho mais a norte de Portugal, é um local repleto de locais de interesse para visitar. Saliento por exemplo o Castelo de Melgaço, o de Castro Laboreiro, as termas e as belíssimas margens do rio Minho, excelentes para a prática de desportos radicais.

 Contudo, o que me leva a escrever estas linhas é o nobre líquido das terras férteis de Melgaço, o Alvarinho, a mais nobre das castas brancas portuguesas.  Esta espécie é originária da Galiza e do Norte de Portugal, que tem em Melgaço um dos expoentes máximos de excelência, juntamente com Monção.

O Solar de Alvarinho, já com 20 anos de existência, nasceu com o objetivo principal de promover e divulgar o vinho Alvarinho, mas também outros produtos da rica gastronomia e artesanato regional.

O edifício onde está situado o Solar chama-se “Três Arcos”, devido à existência de três arcos de volta perfeita, dois na fachada principal, sobre colunas toscanas, e um na fachada lateral esquerda. Esta estrutura seiscentista de planta retangular simples, com fachadas em cantaria aparente, terminadas em cornija e cunhais apilastrados, é o coração da promoção do concelho, onde podem ver e experimentar produtos da região, mas também marcar visitas pelo município.

Era neste local a antiga câmara municipal e a cadeia, onde podem ver que em todas as fachadas há janelas de peitoril, as do piso térreo pertencentes à dita cárcere, com grades de ferro, e as do segundo piso com caixilharia de guilhotina.

É curioso que este Solar esteja inserido como foi dito anteriormente na antiga cadeia municipal, porque o Alvarinho é a razão principal de entrada num concelho riquíssimo, com boas gentes onde não custa nada cumprir pena, numa visita que tem de ser prolongada para ser bem aproveitada. 

 


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