Revista Rua

Apreciar. Cultura

Diferença e inclusão num espetáculo de dança

Fotografia: Vítor Ferreira

Redação

Texto: Redação |

A CiM e a Vo’Arte revisitaram o espetáculo de dança O AQUI, no Teatro Sá de Miranda, em Viana, no passado dia 19 de janeiro. 

Em 2017, a CiM – Companhia de Dança comemorou dez anos de criação, produção e formação artística no meio contemporâneo – com a integração de profissionais com e sem deficiência no meio artístico contemporâneo (mais de 100 artistas) e ainda a implementação de recursos acessíveis à cultura (espectáculos com áudio-descrição e uso de Língua Gestual Portuguesa em cena).

No âmbito dessas comemorações, a CiM e a Vo’Arte revisitaram o espetáculo de dança pioneiro O AQUI, considerado pelo jornal Público como um dos melhores espectáculos de dança de 2009, ano da sua estreia.

O AQUI evoca o tempo, o tempo cronológico e o tempo interior, explorados através do cruzamento de linguagens, tecendo uma peça em que os sentidos e as emoções nos conduzem a um reequilíbrio constante.

Um espetáculo onde confluem o risco e o afeto, o arrojo e a generosidade, a diferença e a inclusão, o artístico e o social.

Uma co-produção Vo’Arte, Teatro São Luiz e Teatro Nacional São João do Porto.

A CiM tem vindo a promover uma abordagem pioneira na criação artística face à inclusão, através da dança e imagem, procurando a diversidade de caminhos e um constante enriquecimento com experiências, onde a multidisciplinaridade surge como impulso de novos métodos e respostas à produção e exploração artísticas.

Desenvolve um trabalho próprio focado nas particularidades do movimento e expressividades únicas de cada bailarino/intérprete, potenciando através da coreografia uma visão mais criativa da ideia da capacidade e limite, revelando o humano e onde a diversidade é uma força.

A CiM conta com um repertório de 12 espetáculos, apresentados em território nacional em mais de 30 cidades e internacionalmente em 12 países distintos, com a participação de 80 artistas com e sem deficiência, e ainda com uma forte componente de formação com 38 workshops e mais de 2 mil participantes, é um percurso longo e recompensador, de grandes conquistas, partilhadas por mais de 200 mil espectadores.

Em dezembro de 2016, o seu trabalho foi distinguido com uma Menção Honrosa do BPI Capacitar, em 2015 com o Prémio Acesso Cultura na categoria Acessibilidade Inteletual e em 2014 com o Prémio Nacional de Inclusão.

Com direção artística de Ana Rita Barata e Pedro Senna Nunes, a CiM tem como parceiros a APCL - Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, Vo'Arte e o CRPCCG - Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian.


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