Revista Rua

Saber. História e Religião

Feliz ano novo de 5777… Outra vez!

Claúdia Sil

Texto: Claúdia Sil |

Desde o início da criação do mundo passaram 5777 anos. Esta contagem do tempo, apesar de não ser totalmente consensual, é a que está a ser usada no mundo judaico dos dias de hoje. 

Foi calculada partindo das idades relatadas dos diversos personagens bíblicos, sendo que muitos acreditam que existem períodos subtraídos entre as destruições do Templo, os regimes de cativeiro Persas ou outras imprecisões. Desde o início da criação até ao seu fim irão decorrer 6000 anos. Talvez por isso agora sintamos o tempo tão acelerado. Tudo está por fazer nesta humanidade. E sim, é a isso que se refere a criação: à humanidade. Está escrito que no fim dos tempos os homens irão saber tudo sobre tudo. Parece que já tinham ouvido falar na internet... O fim da ocultação, a verdade portanto, é o fim dos tempos. Humanos no estado puro, sem camadas, sem máscaras, sem cobiça, sem inveja, sem mentiras, sem dono. Em harmonia com a natureza, que essa sim, é perfeita. A natureza que insiste em se regenerar, nutrida pela força gigante do Sol brilhante, enquanto a brumosa humanidade insiste em a eviscerar. Como é néscia esta humanidade que tanto se corrompe para ter mais brilhos: ouro e diamantes.

Neste calendário dos hebreus existem quatro passagens de ano. A primeira coincide com a fuga do Egipto e a contagem de todas as festas. Ocorre no dia 1 do mês de Nissan, equivalente ao signo de Carneiro, é também chamado de Primavera por ocorrer na altura do equinócio de Primavera. A segunda é a 1 de Elul, equivalente ao signo de Virgem, marca o início do último mês do Verão e inicia-se um processo de 40 dias de reflexão sobre todo o ano decorrido e subsequente arrependimento. A 1 de Tishrei, equivalente ao primeiro dia do signo de Balança, comemorava-se originalmente o fim do ciclo de colheitas. Chama-se a este ano novo de Rosh Hashanah que significa, literalmente, cabeça do ano. É o equivalente ao início do ano civil e é aquele que é mais festejado. Por fim o lindíssimo ano novo das árvores, chamado de Tu B´shevat. Marcava na antiguidade o início da contagem dos dias para as oferendas das colheitas de árvores de frutos aos sacerdotes de Israel. Comemora-se a 15 de Shevat, o equivalente ao signo de Aquário. A natureza a reger os homens, não o perverso inverso. 

E este ano que já começou não é um ano qualquer. Talvez este seja o ano que marca o princípio do fim. Começou já há dois meses, ou melhor, há três luas novas, o ano de 5777. A soma dos números deste ano é 26. Este é o valor numérico do tetragramaton, o valor do indizível nome de Deus das quatro letras, yud hei vav hei. Vinte e seis que é duas vezes 13 , o valor numérico da palavra hebraica amor. Amor a dobrar no ano que enceta a consciência global. Pares. Desprendimento. 


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