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GUIdance: à conquista da dança

Sara Lopes

Texto: Sara Lopes |

Até dia 11 de fevereiro, Guimarães é o palco de mais uma edição do GUIdance (festival internacional de dança contemporânea). Na 7º edição, o festival conta com nove espetáculos e muitas estreias.

“Aqui nasceu Portugal”, pode ler-se na muralha que se encontra junto ao largo do Toural, em Guimarães. A cidade conquistada por danças de espadas é, esta semana, pano de fundo para diferentes passos de dança. A segunda semana da 7º edição do GUIdance está prestes a começar.
Até agora subiu ao palco Russell Maliphant com a estreia absoluta Conceal | Reveal, João dos Santos Martins e Cyriaque Villemaux com Autointitulado, Jonas & Lander com Adorabilis e Tânia Carvalho com a estreia absoluta da sua mais recente criação Captada pela Intuição.

Conceal | Reveal, de Russell Maliphant - Fotografia: Direitos Reservados

Se a primeira série de espetáculos terminou com Tânia Carvalho, é com ela que começa a segunda e última semana do GUIdance. O campo de batalha para este espetáculo é o Black Box da Plataforma das Artes, no dia 8, às 21h30. Tânia Carvalho apresenta De Mim Não Posso Fugir, Paciência!, uma peça que remonta aos tempos de 2008 e explora os movimentos que um pianista deveria aprender de modo a interpretar a música.

De Mim Não Posso Fugir, Paciência!, de Tânia Carvalho - Fotografia: Direitos Reservados

No dia 9, às 21h30, o festival desloca-se até ao Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) com o espetáculo A Tundra de Luís Guerra. A peça convida o público a aceder a um mundo para lá do visível e do real. No dia 10, à mesma hora, o palco do Pequeno Auditório do CCVF recebe a estreia nacional da peça This is Concrete, de Jefta Van Dinther e Thiago Granato.

This is Concrete, de Jefta Van Dinther e Thiago Granato - Fotografia: Renato Mangolin

O GUIdance termina com dois espetáculos no sétimo e último dia: uma batalha pelos vários lutos que fazemos ao longo da vida e uma combinação irrequieta de música experimental e tradição clássica. Primeiro, às 18h30 na Black Box da Plataforma das Artes, Ana Jezabel e António Torres apresentam, em estreia absoluta, A importância de ser (des)necessário. Três horas mais tarde, às 21h30, é a vez de Wim Vandekeybus soltar os movimentos do corpo com Speak low if you speak love, no Grande Auditório do CCVF.
Para além da programação principal, e tal como o festival tem vindo a acostumar o público, acontecem paralelamente várias atividades. No dia 10, das 18h30 às 20h30, decorre uma masterclasse com Nuhacet Guerra, da companhia Ultima Vez. As conversas pós-espetáculo voltam a repetir-se, nos dias 8 e 11, desta vez com Tânia Carvalho e com a companhia Ultima Vez. No dia 11, às 16h00, Cláudia Galhós modera a segunda parte do debate Autoria: o outro a partir de nós e vai até várias escolas, para levar um pouco da dança contemporânea até aos mais novos. 

O meeting point do festival tem lugar marcado no Café Concerto do CCVF, tal como na primeira semana, na sexta e no sábado, a partir da meia-noite.

E que continue a conquista da dança pela cidade de Guimarães!


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