Revista Rua

Apreciar. Música

Laurus Nobilis Music Famalicão

Uma festa da música num destino rural

Andreia Filipa Ferreira

Texto: Andreia Filipa Ferreira |

Fotografia: Nuno Sampaio

Foi entre golpes incertos de chuva e vislumbres calorosos de sol que visitamos o reino sossegado do Laurus Nobilis Music Famalicão, na freguesia do Louro, a cerca de três quilómetros do centro da cidade. Como guia fiel tivemos José Aguiar, o homem que melhor que ninguém nos sabe explicar a razão para tanto alarido em relação à chegada dos dias 27, 28 e 29 de julho. Com uma paisagem rural, o Laurus Nobilis Music Famalicão vai para a sua terceira edição e por lá já passaram cerca de 20 mil festivaleiros. Por detrás da sua idealização esteve a Associação Ecos Culturais do Louro e meia dúzia de amigos que quiseram mostrar que eram capazes de organizar uma autêntica festa da música, trazendo a palco vários géneros musicais e um objetivo bem delineado: a criação da casa do artista amador. “A associação tem como principal missão a casa do artista amador. Estamos a falar de um espaço que será uma incubadora de arte amadora, desde teatro, música e fotografia. É um espaço que servirá os artistas que têm talento, mas que não têm grandes possibilidades de o mostrar”, afirma José Aguiar. E para mostrar esse talento emergente, o Laurus Nobilis garante, para além de um palco principal por onde passarão reconhecidos nomes como Amorphis, Linda Martini, Paus, Killimanjaro ou Neon Animal (apresentando o seu novo disco), um palco secundário gratuito – ou como José Aguiar gosta de chamar, um palco revelações. “Queremos até acertar protocolos em Lisboa e com colegas espanhóis para repercutirmos aí o projeto da casa e depois fazermos intercâmbio de artistas. É um projeto ambicioso”, descreve José.

Mas voltando ao festival em si: “O conceito do Laurus Nobilis é festejar a música, seja ela Clássica ou Heavy Metal. O nosso primeiro cartaz, em 2015, é o verdadeiro exemplo disso. Tínhamos The Waterboys, Mão Morta, Virgem Suta, Augusto Canário, Sons do Cancioneiro, CF Tenor e até um grupo folclórico. No ano passado já fizemos três dias distintos – um de Heavy Metal e Rock Alternativo, outro de Rock e outro de músicas do mundo. Este ano, inclinamo-nos para o Rock Alternativo e Heavy Metal porque são os estilos musicais que mais público trazem”, explica o organizador.

Preparando todo o recinto com a ajuda de voluntários da associação, cerca de 20 pessoas no seu núcleo duro e 120 nos dias de concertos, este festival rural pretende seduzir mais de dez mil festivaleiros nesta edição, convidando-os a conhecer o “Rock a sério”, a aventurar-se na zona de desportos radicais do recinto e a pernoitar à beira-rio. Os bilhetes estão à venda!


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