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Mesquita Machado constituído arguido pela primeira vez

Redação

Texto: Redação |

Inquérito está relacionado com a compra dos edifícios contíguos ao antigo Recolhimento das Convertidas. O Departamento de Investigação e Acção Penal de Braga constituiu, esta quarta-feira, como arguido, o ex-presidente da Câmara de Braga, o socialista Mesquita Machado. Em causa está um processo de expropriação avaliado em cerca de três milhões de euros de terrenos contíguos à Casa das Convertidas. Fonte ligada ao processo disse ao Jornal de Notícias que o ex-autarca foi ouvido pela primeira vez num inquérito - investigado pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga - em que está em causa a possibilidade de, em conjunto com outros cinco ex-vereadores, ter praticado o crime de participação económica em negócio. Segundo informações publicadas pelo Jornal de Notícias, é a primeira vez que Mesquita é constituído arguido pelo Ministério Público, incluindo nos 37 anos que esteve à frente dos destinos da autarquia.

Foto Lusa

A expropriação, aprovada em 2013 pelo executivo de Mesquita Machado, causou polémica desde o início, visto que existiam suspeitas de que a filha e o genro do então edil seriam alegadamente beneficiados com a decisão camarária aprovada pelo PS. Durante a primeira votação realizada em reunião de câmara, Mesquita Machado não pediu escusa e votou ao lado do vice-presidente Vítor Sousa e dos vereadores Hugo Pires, Palmira Maciel, Ana Paula Morais e Ilda Sousa. O então edil só pediria escusa aquando de uma segunda votação para reconfirmar a expropriação. Na altura da aprovação, em maio de 2015, Mesquita Machado afirmou, citado pelo Público, que não tinha “nada a temer”, repudiou “frontalmente” as acusações de favorecimento à sua família e acrescentou que o processo era “transparente e cristalino”.

A compra veio a ser anulada em 2014 pelo Supremo Tribunal Administrativo após uma ação interposta pelo novo Presidente, Ricardo Rio, a sua primeira medida como novo presidente.


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