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O mínimo de tudo

Ana Gil está na rua

Nuno Sampaio

Texto: Nuno Sampaio |

@ana_gil_

O minimalismo pode ser representativo da união entre um mundo repartido entre o caos existente e uma harmonia visual. As tuas imagens são uma transição entre estes dois estados?

Não interpreto o meu olhar minimalista desta forma. É um minimalismo natural, muito observador, sem fundamentalismos ou grandes filosofias. Facilmente fotografo objetos ou situações onde tento dar destaque a um elemento. A composição é tudo.

 

Preenches o tempo das tuas fotografias com o vazio das linhas e espaços negativos que nos transportam para uma outra dimensão. Existe alguma relação entre o vazio minimal das tuas fotografias e a mensagem que queres passar?

Embora também publique outro tipo de fotografias, a mensagem que quero passar é a minha tendência minimalista. As legendas são um toque pessoal que acrescento a todas, porque me fazem sentir algo e quero transmiti-lo como sendo parte de um todo.

Tens fotografias com cor e fotografias a preto e branco. Contudo, depois de vermos a tua página, ficamos com a sensação de estar dividida em duas partes: a primeira com uma espécie de azul esbatido e acinzentado e a segunda com cores fortes e contrastadas. Esta mudança marca dois períodos diferentes na tua maneira de fotografar, na tua maneira de ver as coisas?

Esta diferença significa apenas a interpretação que atribuí à fotografia no momento. A escolha é feita tendo em conta a composição e elementos presentes na fotografia e a relação com as restantes já publicadas. As fotografias podem viver por si, mas tenho em consideração a harmonia visual da galeria.

Iniciei a minha galeria com muita cor e vejo esta mudança como uma evolução. O olhar sempre foi o mesmo, a edição é que alterou para um mood mais soft.

Uma estrada que gostasses de percorrer de manhã para fotografar.

Aquelas no Alentejo com uma árvore fantástica de vez em quando. Sem carros e já agora com nevoeiro.

 


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