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Ocupa#2 - Miguel Pedro em três questões

Redação

Texto: Redação |

Reconhecido por ser um dos fundadores da banda Mão Morta, Miguel Pedro é músico multi-instrumentista e produtor musical, mas há tantos outros projetos que lhe preenchem a carreira, como o BRG COLLECTIVE, um coletivo iniciado em 2014 e que é composto por artistas como António Rafael (música), Joana Gama (música), João Martinho Moura (arte digital), Luís Fernandes (música) e Manuel Correia (fotografia), todos unidos na criação em torno da exploração sonora, da imagem e da arte digital. Envolvido também com a organização do Semibreve, o festival de musica eletrónica e artes digitais que acontece em Braga, Miguel Pedro marca presença no OCUPA#2, no dia 25 de novembro, num espetáculo com NaN Collider, às 22h, na blackbox do gnration. A RUA lançou-lhe três perguntas para conhecer melhor o panorama da arte digital.

Numa era cada vez mais tecnológica, qual é o papel da música nas artes digitais?

Os meios digitais podem ser – e são – usados na música, não só no processo de composição, mas também na sua reprodução. Aliás, o fenómeno onde o digital é sentido na música, de forma muito premente, é na sua distribuição: a partir do momento em que a música pode ser transformada em ficheiro digital, toda a realidade do consumo da música se transformou. Por outro lado, a tecnologia, hoje em dia, permite formas bastante eficazes, do ponto de vista artístico, de integrar, sincronizando a música com outras artes (performativas ou não), potenciando, de forma quase infinita, o horizonte do objeto estético.

 

O processo de reconhecimento de uma obra de arte ou de um artista é sempre difícil. É fácil definir o percurso das artes digitais em Portugal – onde está e para onde caminha?

Vivemos momentos de descoberta no que concerne às artes digitais: o seu ritmo acompanha o ritmo do desenvolvimento tecnológico. Em Portugal, as artes digitais encontram-se neste patamar de abertura à experimentação, que é, penso eu, o lugar certo para se estar, pois a estética relacionada com as artes digitais – e com a música eletrónica –  vive menos dos cânones tradicionais e mais da experimentação e da abertura ao desconhecido. É este o seu âmago.

 

Braga é uma cidade que ao longo dos últimos anos foi cimentando o estatuto de cidade progressista na música e nas artes digitais em particular. É um exemplo a seguir?

Tenho algumas dúvidas sobre se esta afirmação é verdadeira. Mas a verdade é que, sendo parte do processo, não tenho o afastamento suficiente para a avaliar. E muito menos para dar conselhos sobre exemplos a seguir.

 

Os bilhetes para o OCUPA#2 podem ser adquiridos no balcão do gnration, na bilheteira online gnration.bol.pt e nos locais habituais. Quanto a nós, temos bilhetes para oferecer aos leitores que entrarem em contacto connosco. Contacte-nos através de redação@revistarua.pt ou Facebook. 

 


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