Revista Rua

Viver. Espairecer

Palácio da Brejoeira, Um património a descobrir, com essência de Alvarinho

Andreia Filipa Ferreira

Texto: Andreia Filipa Ferreira |

Em estilo neo-clássico, com influências barrocas, o Palácio da Brejoeira, em Pinheiros (Monção), considerado Património Nacional desde 1910, é uma porta para o passado, um verdadeiro convite a viagens no tempo. Entre os seus salões, ricamente ornamentados com peças únicas do estilo Império e Oriental, a história conta-se envolvendo cada pisada do visitante: os serões com a presença da alta sociedade portuguesa dos anos 1830 (é difícil precisar o período de construção deste Palácio, mas os registos encontrados apontam para um processo de construção entre 1805 e 1834) rapidamente se pintam na imaginação de quem, hoje, descobre os encantos da antiga Quinta do Vale da Rosa, que viu nascer este Palácio após Luís Pereira Velho de Moscoso, no século XIX, ter mandado edificá-lo graças à fortuna adquirida no Brasil.

Construído em granito, em forma de L, com três torreões, o Palácio da Brejoeira já passou pelas mãos de várias famílias. De mencionar Pedro Araújo (1901) e as alterações que a sua visão trouxe, como o alargamento de divisões, construção de um teatro e um jardim de inverno, colocação de painéis de azulejo no átrio e escadaria, restauro dos tetos de madeira para estuque e gesso, novo arranjo da quinta, com a construção do frondoso bosque que incluía espécies exóticas, do lago e da gruta. Ainda hoje, podemos assumir que uma das mais belas razões para visitar o Palácio da Brejoeira é a possibilidade de admirar os seus jardins, nomeadamente o Jardim das Camélias, e o bosque, com as árvores exóticas, o lago e a Ilha dos Amores, obras do paisagista Jacinto Matos. Já Maria Hermínia Silva d’Oliveira Paes foi a responsável por restruturar a propriedade, procedendo à plantação e comercialização do vinho da casta Alvarinho, conseguindo até lançar a marca Palácio da Brejoeira em 1976.

Aberto a visitas do público desde 2010, em modalidades que se organizam entre Palácio e Jardins; Palácio, Jardins e Quinta; e Jardins e Quinta, o Palácio da Brejoeira, nome este inspirado em “brejo”, que significa “matagal” ou “terras pantanosas”, convida a descobrir, para além dos já mencionados salões e jardins, a vinha e a adega antiga, onde se encontra a envelhecer, em barricas de carvalho francês, a Aguardente Vínica Velha Palácio da Brejoeira. Um destino a descobrir, entre degustações, no coração da essência do Alvarinho.

 

Horário de Funcionamento:

9h-12h30/14h-18h30


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