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Um património consagrado

Capela de Santa Maria Madalena da Falperra

José Gonçalves Lopes

Texto: José Gonçalves Lopes |

450 metros de altitude, situada numa linha de montanhas que abraça e protege a cidade de Braga, ergue-se a Capela de Santa Maria Madalena da Falperra, monumento nacional desde 2 de janeiro de 2017

 

 

No século XVI, o Monte da Falperra era denominado de Portela de Espinho e, no local, já existia uma ermida em homenagem a Santa Maria Madalena. Em 1532, o célebre arcebispo D. Diogo de Sousa mandou fazer obras na capela, ordenando a abertura de vãos, a pintura da capela-mor e do transepto.

Mais tarde, em 1635, nasce a Confraria de Santa Maria Madalena e, em 1693, decidiram construir uma nova capela. Nos anos que se seguiram executaram as cinco portas, os telhados, as abóbodas, as paredes e transladaram a imagem de Santa Maria Madalena da primitiva capela. Já no ano de 1747 é reedificada a fachada principal.


No célebre ano de 1755, o conhecido ano do Terramoto de Lisboa, um dos maiores desastres naturais da História, que teve também as suas repercussões em Braga, a capela não aguentou o abalo e ruiu. Devido a tal acontecimento foi pedido um empréstimo à Confraria de Nossa Senhora do Rosário da Sé, para a reparação.


O plano de reconstrução é feito pelo André Soares, reputado arquiteto, patrocinado pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles. Em 1761, é aberto o alicerce da primeira torre e só vinte anos depois é concluída. Entretanto, outros aspetos da construção foram executados e reparados.


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