Revista Rua

2018-11-08T14:21:27+00:00 Cultura, Fotografia

A transparência do silêncio

Nuno Sampaio
Nuno Sampaio6 Agosto, 2018
A transparência do silêncio

@martanferreira está na RUA

O minimalismo nas tuas imagens é uma alegoria reforçada de um mundo caótico, ocupado e urgente. As tuas fotografias representam o teu mundo ideal?

Vivemos numa sociedade de excessos, o minimalismo surge como uma resposta natural ao “bombardeamento” de informação visual a que estamos expostos diariamente. Não procuro representar um mundo ideal, pretendo apenas criar um pequeno oásis visual onde posso descansar o olhar, agrada-me a simplificação da narrativa visual excluindo do plano tudo o que é secundário. É sobretudo uma questão de equilíbrio de “forças”.

O elemento humano está muito presente nas tuas fotografias, quase como que a dar escala à dimensão dos teus sítios. Esta é a forma de evidenciares o (ser) humano ou a tua intenção é diminuí-lo perante os teus espaços negativos?

A utilização do elemento humano nas minhas fotografias surgiu, tal como referem, para dar escala à dimensão dos sítios e acabou por adquirir outros contornos narrativos.

As minhas imagens procuram contar estórias que se abrem a múltiplas interpretações, os meus “vultos” retratam a forma como nos relacionamos com o mundo que nos rodeia, a forma como direta ou indiretamente deixamos uma marca por todos os locais por onde passamos e como somos apenas um grão de areia no mundo que tomamos como nosso.

As tuas cores são neutras, de luz ténue, nuas de saturação. É uma metáfora para os teus dias?

Toda a linguagem é metafórica, uma metáfora acrescenta familiaridade e significado às ideias. As minhas opções cromáticas são metáforas para os meus pensamentos e não para os meus dias.

 

A luz de uma cidade que ainda te falte fotografar.

Mais do que cidades tenho uma lista infindável de países que gostaria de fotografar. Japão, Grécia, Islândia são sonhos por concretizar.

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