Revista Rua

2018-08-06T11:50:51+00:00 Bússola, Em Destaque, Lifestyle

Chipre: À descoberta da ilha de Afrodite

Filipa Santos Sousa
Filipa Santos Sousa6 Agosto, 2018
Chipre: À descoberta da ilha de Afrodite

O Chipre não é só uma das ilhas mais populosas do Mar Mediterrâneo, mas também é a mais oriental de todas. Situada ao largo das costas da Síria e da Turquia, afirma-se como um ponto de encontro entre distintas culturas. Se, por um lado, há uma clara proximidade ao ‘Velho Continente’, marcada pela herança da presença britânica; pelo outro, também se verifica uma indelével ligação ao Médio Oriente e a África. Com uma identidade complexa, mas apaixonada, a ilha é conhecida, sobretudo, pelas suas praias de ouro e águas cristalinas. No entanto, o Chipre é muito mais do que apenas um roteiro turístico de excelência para os amantes do veraneio.

Conhecida como a ilha de Afrodite, deusa do amor e da beleza, mitos ancestrais fazem crer que aí terá nascido esta figura da mitologia grega. Lenda ou não, o certo é que o Chipre é um local com um encanto próprio. Respira-se História um pouco por toda a parte, afinal não é por acaso que existem inúmeros vestígios de civilizações d’outrora, desde villas e teatros romanos, a castelos e igrejas da época das Cruzadas. Para conhecer este recanto mediterrânico, com um clima ameno e água quente, a melhor alternativa será viajar nos meses de primavera ou outono, uma vez que os preços estão mais acessíveis e os destinos turísticos aquém da confusão do verão. Porém, se é daqueles viajantes que não abdica do sol e calor, então, apresse-se a fazer as malas para desfrutar do resto da temporada alta.

Mas as curiosidades da ilha não se restringem apenas às histórias milenares e às temperaturas convidativas. De facto, uma das suas maiores particularidades é que esta se encontra, literalmente, dividida: no sul, encontramos a República do Chipre, que está integrada na União Europeia desde 2004; por sua vez, a parte norte pertence à Turquia. Esta cisão verifica-se, inclusive, em Nicósia, a única capital repartida na Europa, separada por uma linha verde – zona desmilitarizada ocupada por representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). Com efeito, ao visitar a cidade, é possível aperceber-se da convivência de diferentes povos, não somente pela divisão administrativa, mas, também, pelo entrecruzar de tradições e edifícios religiosos. Na zona sul de Nicósia, poderá visitar, por exemplo, a Catedral de São João. Já na zona norte tem a oportunidade de usufruir dos banhos turcos e demais especificidades orientais.

À parte de curiosidades, importantes para quem quer conhecer melhor este território antes de uma ‘escapadinha’, a verdade é que o Chipre oferece diversas opções para todos os tipos de turistas. Se tinha dúvidas em percorrer de lés-a-lés a ilha, é capaz de mudar de ideias. Para os amantes das festas e dos prazeres noctívagos, não faltam espaços que se mantêm abertos até de madrugada. As melhores zonas de la movida? Vale a pena experimentar Larnaca e Ayia Napa. Como já foi mencionado, os apreciadores de Artes e Arqueologia encontram também uma série de boas opções, capazes de fazer encher as medidas aos mais exigentes. Existem três pontos declarados como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, nomeadamente as igrejas pintadas na região de Troodos, os vestígios arqueológicos de Paphos e o assentamento pré-histórico do Neolítico de Choirokoitia, onde se viaja até milénios antes de Cristo. Lazer e História misturam-se para oferecer uma experiência de viagem ainda mais completa.

O meio mais comum para chegar ao Chipre é de avião, pelo que há alguns voos económicos, contudo convém marcar a sua viagem com antecedência para desfrutar dos melhores negócios. Antes de partir, fique a saber que o nível de vida cipriota é mais caro do que em Portugal, porém poderá encontrar opções de alojamento capazes de agradar os vários tipos de bolsos: apartamentos junto ao mar ou hotéis com uma vista digna de um qualquer postal.

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