Revista Rua

2018-05-03T10:50:53+00:00 Bússola, Lifestyle

Ilhas Faroé, um paraíso natural em pleno século XXI

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Joana Soares
Joana Soares2 Abril, 2018
Ilhas Faroé, um paraíso natural em pleno século XXI
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As Ilhas Faroé, localizadas no Atlântico Norte, entre as terras escarpadas da Escócia e a Islândia, são um território dependente da Dinamarca. O pequeno arquipélago, formado por 18 ilhas maiores e outras menores (desabitadas), apresenta uma morfologia com um relevo acidentado, rochoso e com costas íngremes recortadas por fiordes. Neste cenário de perfeita harmonia com a natureza, pode apreciar algumas das tradições dos faroenses, como a dança em cadeia acompanhada de baladas vocais, a gastronomia ou o louvado desporto nacional, a corrida de barcos. Nesta pequena comunidade, que vive ainda um pouco à moda antiga, consegue contar os semáforos apenas com uma mão!

Fotografia: Christoffer Collin/visitfaroeislands.com

Se quiser viajar para este pequeno paraíso escandinavo, a melhor altura para o fazer será de maio a setembro, sendo que quatro ou cinco dias são suficientes para conhecer o país. E, mesmo viajando no verão, prepare-se para levar na mala agasalhos, um corta vento, um impermeável e calçado confortável. Mesmo na estação mais quente, as temperaturas raramente são acima dos 10ºC, já para não falar do vento e dos aguaceiros esporádicos durante todo o dia. No inverno torna-se um pouco complicado fazer turismo nas Ilhas Faroé, uma vez que os pontos de interesse são atrações naturais e as horas de luz solar são poucas, mas, mesmo assim, as temperaturas raramente são abaixo dos 0ºC.

Opções de locais belíssimos para apreciar não faltam: há, por exemplo, a ilha Mykines, a aldeia Saksun, na zona norte da ilha Streymoy, onde há um lago que faz fronteira com o oceano, ou a aldeia Gjógv, na ilha Eysturoy, que tem um elegante porto natural. A cascata Bøsdalafossur, um pouco escondida, mergulha do lago de Leitisvatn diretamente no oceano e é um dos pontos mais bonitos das Ilhas. A cascata e majestosa falésia Trælanípan, de onde eram outrora atirados os escravos debilitados, são também pontos de interesse. Se estiver bom tempo, pode aproveitar para fazer uma viagem num barco de pesca local, aproveitando para ver a paisagem grandiosa a partir do mar e entrar em contacto com um dos aspetos mais fundamentais da cultura faroense. Para um pouco mais de ação, pode fazer uma tour pelas grutas ou uma caminhada pela aldeia de Norðradalur, na costa ocidental de Streymoy, de onde se pode ver a ilha Koltur e fazer escalada numa impressionante parede de basalto. Ainda na ilha Streymoy, não pode deixar de visitar a capital, Tórshavn, uma cidade antiga que se estende ao longo do porto e está repleta de casas antigas bem preservadas.

Quanto à melhor solução para alojamento, alugar um apartamento pode ser uma boa opção. Como os hotéis ainda são raros, lotam rápido. Para além disso, o preço não é o mais apelativo. Para explorar o país, como os transportes públicos praticamente não existem e as excursões são muito limitadas, o ideal será alugar um carro. As ilhas principais são interligadas por pontes e túneis e as distâncias são curtas, por isso as viagens não se tornam cansativas. O maior problema pode ser compreender as indicações, que estão na língua nativa. Mas não é motivo para preocupação: o país é pequeno e com um mapa consegue orientar-se bem. Apesar de as Ilhas Faroé não serem grandes, são um território recheado de belezas naturais. Em cada pequena cidade há algum recanto para ver e as paisagens são sempre incríveis.

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