Revista Rua

2018-08-10T14:16:33+00:00 Em Destaque

Na nossa RUA, há um Portugal inteiro!

Editorial
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira6 Agosto, 2018
Na nossa RUA, há um Portugal inteiro!
Editorial

Há uns meses, sentei-me no sofá amarelo da sala da administração para mais uma reunião editorial. Hoje, olhando para trás, vejo que foi naquele momento que a RUA mudou. Senti-me tal como quando me sentei pela primeira vez na aula de jornalismo na Universidade do Minho. “Agora é que vai começar”, pensei. As palavras que ouvi naquele dia, naquele sofá amarelo, fazem-me hoje dizer que ainda terei muitas histórias para contar. “Vamos deixar-te voar”, disseram-me eles. Eu, sentada nesta redação que vos apresento de seguida, só disse que sim. Posso levar-vos comigo na maior aventura de todas?

Ao longo de 30 edições, em dois anos e meio, a RUA apresentou-se ao Minho de uma forma que me faz afirmar que somos hoje um pedacinho de cada cidade que nos viu crescer. Temos Braga no coração, Guimarães na alma e Famalicão na cabeça. Levamos Viana do Castelo ao peito, Barcelos nas mãos e Ponte de Lima no olhar. Percorremos as praias de Caminha, o encanto de Esposende e a beleza da Peneda-Gerês. Em cada linha que escrevemos, mostramos que o Minho é um território por descobrir e que o país não é só Lisboa (e que o resto é paisagem). Aliás, esta é talvez uma das premissas que nós, na RUA, queremos mudar. Portugal é conquista, é maravilha em recantos que só encontramos se nos perdermos. É gente que abre o coração e conta a história que nunca pensamos ouvir. É vida nos momentos de recomeço. E este é o nosso recomeço: a voar, sem fronteiras regionais, mas com o Minho como ninho. A nossa casa é Braga e é de Braga, por um canudo, que queremos ver este nosso Portugal.

Amanhã, só quero que olhem para nós e alterem a canção. Nós não somos os “loucos de Lisboa”, somos os loucos de Braga que quiseram mudar o rumo do jornalismo em Portugal. Somos os loucos de Braga que vos fazem duvidar se já conhecem aquilo que a história tem para contar.

O jornalismo em Portugal é, cada vez mais, uma ferida que dói e tentamos que não se sinta. Nós, na RUA, achamos que está na altura de navegar por mares já tão navegados, mas com marinheiros que são apaixonados pelas pessoas. Pelas histórias das pessoas. Marinheiros que, com uma boa dose de loucura, partem do Rio Minho em busca de mais águas fiéis, imparciais, independentes. O nosso destino é incerto, como o de todos, mas, numa época em que o respeito se perde aos poucos, a nossa honra minhota faz-nos prometer que nunca partiremos para o rebuliço das ondas que alimentam a falsidade de um jornalismo que não é o das pessoas. Porque, afinal de contas, nós é que escolhemos o nosso rumo. Aceita juntar-se ao nosso leme?

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