Revista Rua

2018-07-18T08:51:19+00:00 Cultura, Música

Percursos da Música continua em Ponte de Lima

Miguel Estima
Miguel Estima17 Julho, 2018
Percursos da Música continua em Ponte de Lima

A segunda semana da RUA nos Percursos da Música começou na segunda-feira, 9 de julho, curiosamente no local onde foi realizado a última reportagem: a escadaria da Capela das Pereiras. Desta feita, o emblemático espaço acolheu o grupo lisboeta Caixa de Pandora. A magia do world music invadiu rapidamente o espaço, assim como o público, para uma segunda-feira e início de semana, as cadeiras foram em número insuficiente, estando a assistência espalhada um pouco por todos os cantos de acesso à escadaria. Com Rui Filipe ao piano, Maria Rocha no violino e Sandra Martins no violoncelo e clarinete. Numa simbiose incrível com a magnífica noite de Ponte de Lima, a hora de concerto passou tão rápido de tão agradável que se tornou.

Na terça-feira seguinte, regresso ao espaço dos bares de Ponte de Lima, a Rua Formosa, para concerto de jazz. Para os entendidos foi um concerto de Smooth Jazz ou melhor de Jazz vocal. Kiko Pereira, mentor do projecto KITE, que resulta da “liberdade criativa na revisitação de temas de alguns dos maiores compositores da música pop”, num toque jazzístico. A acompanhar Kiko estava Telmo Marques no piano, José Carlos Barbosa no contrabaixo e João Cunha na bateria.

A Rua Cardeal Saraiva foi o espaço para Norberto Lobo apresentar o seu mais recente disco Estrela, resultando de uma residência na Galeria Zé dos Bois. Munido da sua guitarra, a performance do músico esteve como habitualmente cheia de pontos muito próximos ao muzak, uma franja essencial da música experimental na década de 50. Em Ponte de Lima veio em formato trio com Ricardo Jacinto no violoncelo e Marco Franco na bateria. Para uma quarta-feira mais experimental e exploratória.

Uma longa pausa até ao projeto seguinte. Para fechar da melhor forma o fim de semana, o domingo à noite estava marcado para Still Life, um projeto que junta João Silva no violino, Margherita Abita na voz e Francesca Catricalá nos visuais. De uma forma muito natural, encheram o Largo da Picota de amigos, que se deliciaram com a harmonia simpática que se criou. Uma magia natural de um casal que se conheceu “quase” nos Percursos da Música do ano passado e juntos criaram um magnífico projeto. Os Percursos são símbolo disso mesmo, onde as pequenas formações têm um espaço próprio para se mostrar ao público. Começando a conquistar uma dimensão de referência no âmbito da música feita atualmente em Portugal, seja numa atmosfera alternativa ou não, o Percursos da Música é um dos símbolos da aposta cultural em Ponte de Lima.

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