Revista Rua

2018-12-06T17:39:46+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Rui Chafes, João Cutileiro e José Guimarães juntos no CIAJG, em Guimarães

A exposição “Desenho sem fim” de Rui Chafes junta-se às exposições de João Cutileiro e José de Guimarães a partir de dia 8 de dezembro, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
Desenho sem fim, de Rui Chafes
Redação
Redação6 Dezembro, 2018
Rui Chafes, João Cutileiro e José Guimarães juntos no CIAJG, em Guimarães
A exposição “Desenho sem fim” de Rui Chafes junta-se às exposições de João Cutileiro e José de Guimarães a partir de dia 8 de dezembro, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

Desenho sem fim é uma exposição do escultor português Rui Chafes, agraciado com o Prémio Pessoa em 2015. É inaugurada este sábado, pelas 18h, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), e junta-se às exposições de João Cutileiro e José de Guimarães completando o último ciclo expositivo deste ano do CIAJG. Nesta exposição, será possível conhecer um dos mais secretos segmentos do trabalho de Rui Chafes: o desenho.

Surgindo nos períodos de pausa, mais ou menos longos, da prática da escultura, o desenho de Rui Chafes foi-se desenvolvendo ao longo de todo o percurso do artista. Esta exposição Desenho sem fim lança agora um olhar retrospetivo sobre uma produção que começou de forma consistente em 1987 e continua até hoje.

“Esta primeira exposição antológica de desenhos de Rui Chafes reúne trabalhos realizados em momentos muito diversos do seu percurso, recuando até ao final da década de 1980 e ao período subsequente, em que estudou na Kunstakademie Dusseldorf com Gerhard Merz e prosseguindo até obras de 2017. De uma forma não-linear, a exposição mergulha no labirinto de referências e entrelaçamentos da obra em desenho de Chafes, propondo possibilidades de entendimento da sua obra por vezes surpreendentes e revelando o caráter atemporal e recursivo do seu percurso”, pode ler-se na apresentação da exposição.

Desenho sem fim, de Rui Chafes

Desenho sem fim revela um conjunto de trabalhos que usam materiais que, tipicamente, não pertencem ao domínio dos materiais de arte, como remédios, tinturas, chá, flores esmagadas e que “convocam uma inescapável ligação ao corpo e à sua permanente queda”.

Ligados aos acontecimentos da vida do artista, estes desenhos de Rui Chafes surgem como o “resultado de uma sismografia, registando os seres, os lugares, as energias, os momentos de felicidade e de desgosto, os dias de frio e de calor, a memória e o desejo, fazendo emergir o passado à superfície do papel ou antecipando aquilo que está por vir”. Com curadoria de Delfim Sardo e Nuno Faria, esta exposição pode ser visitada até 10 de fevereiro de 2019, juntamente com as exposições Constelação Cutileiro e José de Guimarães / Da dobra e do corte.

O CIAJG encontra-se aberto de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 19h. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

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