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Sons do Tibete: já ouviu o som dos gongos e taças tibetanas?

O 10º aniversário do Sons do Tibete celebra-se a 21 de setembro, nos Jardins do Museu Nogueira da Silva, em Braga.
Redação
Redação10 Setembro, 2018
Sons do Tibete: já ouviu o som dos gongos e taças tibetanas?
O 10º aniversário do Sons do Tibete celebra-se a 21 de setembro, nos Jardins do Museu Nogueira da Silva, em Braga.

Já ouviu o som dos gongos e taças tibetanas? Ou melhor, já sentiu o som e a vibração emanados, que remontam ao tempo 560 – 480 a.C. de tradição, de relaxamento e meditação?

Então, descubra por que razão ao ouvir as taças tibetanas se experimenta uma sensação plena de bem-estar, paz e relaxamento.

O som das taças tem um efeito no campo eletromagnético do corpo que se entrosa diretamente nos padrões de ondas produzidas pelo cérebro e que caracterizam os diferentes estados de consciência.

As vibrações das taças assemelham-se, especialmente, às ondas Alfa, que correspondem ao estado de relaxamento e meditação do cérebro e, por vezes, às ondas Teta ou Delta, características dos estados de sono superficial e profundo, respetivamente. Para ficar com uma ideia, o nosso cérebro opera normalmente, em vigília, em ondas de 14 a 40Hz ciclos por segundo – Beta, e em estado meditativo desce para ciclos de 7,5 a 14Hz, por segundo – Alfa. Assim, ao reconhecer estas ondas, o nosso cérebro associa-se automaticamente a estas vibrações, acalmando-se e serenando de forma quase imediata. Um bem-estar mental, emocional, mas também físico, que se prolonga muito depois do contacto sensorial direto com o som das taças e que reveste assim também a forma de terapia.

Henrique Azevedo, natural do Porto, mas residente em Braga, vem desde há dez anos ecoando a sua paixão nesta cidade. Aliás, foi na sua chegada a Braga, que, já profundamente contagiado pelo som dos gongos e taças tibetanas, toma conhecimento do curso de Meditação com Gongos e Taças tibetanos para Terapeutas da Professora Ana Taboada de quem se tornou aluno e amigo.

Após aquela formação em 2008, nasce Sons do Tibete, que inaugura num evento de receção a Tulku Lobsang Rinpoche, em Coimbra.

Desde então tem tocado em diversos locais e participado em variadíssimos encontros e concertos. Desde 2011 é na Junta de Freguesia de S. Vítor, que partilha os benefícios destes concertos meditativos, com a única vontade de ajudar as pessoas a relaxar. Estas sessões acontecem nas primeiras sextas-feiras de cada mês.

Em 2017, Henrique Azevedo realiza o sonho de criar um espaço próprio para estas terapias, mas também para o yoga de cura tibetano – o Lu Jong, meditação em movimento – Tog Chöd e Mindfulness, entre outros métodos de meditação e autodesenvolvimento. No cumprimento da missão também de preservar a cultura e genuínos ensinamentos budistas, acolhe ainda no seu espaço, a Nangten Menlang Portugal, organização que representa Tulku Lobsang Rinpoche no nosso país.

Sobre o sonho pessoal de quem proporciona tanta paz interior aos outros, Henrique diz: “Este mês faz um ano. Se voltasse atrás no tempo faria o mesmo que fiz até hoje para ajudar pessoas”.

A celebração deste aniversário está a ser organizada em parceria entre Sons do Tibete e o Museu Nogueira da Silva e ficará assinalada por um concerto nos Jardins do Museu, no dia 21 de setembro, pelas 21h.

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