Revista Rua

2018-09-27T14:17:47+00:00 Sabores, Vinhos

Vinhos Anselmo Mendes

Um legado de Alvarinho
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira2 Março, 2018
Vinhos Anselmo Mendes
Um legado de Alvarinho

Visitar as terras de Melgaço e não desfrutar de um Alvarinho é meio caminho andado para não ter vivido a viagem a sério. Em tempo de lampreia como prato principal nas ementas do Alto Minho, a RUA foi visitar uma das adegas mais conhecidas da sub-Região de Monção e Melgaço, a casa de uma marca de excelência com assinatura de Anselmo Mendes.

Nascido e criado em Monção, Anselmo Mendes é atualmente um dos mais reconhecidos enólogos portugueses. Com raízes no Alvarinho, respeitando um legado tradicional das famílias do Alto Minho, Anselmo Mendes lança-se no mundo dos vinhos com um projeto pessoal em 1998 – o Muros de Melgaço, na altura, o primeiro Alvarinho a ser fermentado em barrica de carvalho francês (a tradição até aí era fermentar o Alvarinho em cuba de inox), inovação que Anselmo “trouxe” da sua formação na região de Borgonha, em França. Nessa altura, a produção desse rótulo estava nas quatro mil garrafas, sensivelmente. Um início promissor, que levou depois ao Muros Antigos Alvarinho, outro rótulo importante do percurso do enólogo. Atualmente, a marca Anselmo Mendes dedica-se à produção vinícola, com cerca de 100 hectares de vinhas em diversos pontos do país: a casta Alvarinho no Vale do Minho (Monção e Melgaço), a casta Loureiro no Vale do Lima (Vila Nova de Anha e Ponte de Lima) e a casta Avesso no Vale do Douro, mais precisamente em Baião.

Com 95% da produção total focada nos vinhos brancos, deixando uma pequena margem de 5% às experiências com alguns tintos (produzidos à moda antiga), os vinhos de Anselmo Mendes chegam hoje a um milhão de garrafas, sendo que quase 80% delas seguem para o mercado externo, num leque de exportação que ultrapassa já os 30 países.

Com os pequenos produtores locais do Minho a servirem de alento à produção, ajudando ainda aos “laboratórios” para os testes de vinificação, a marca tem investido o seu tempo e dedicação às experiências que permitam tirar o máximo de partido das potencialidades das uvas.

Mas vamos às sugestões da marca para esta altura do ano, marcada pela afluência de turistas em busca dos menus de degustação da tão famosa lampreia do Rio Minho.

O prato de lampreia é, por norma, gorduroso e forte, o que convida a um Vinhão Anselmo Mendes, um vinho com alguma acidez que vai ajudando a equilibrar a refeição. É a escolha ideal!

No entanto, os vinhos brancos são uma sugestão perfeita, não estivéssemos nós no Minho. Nesta altura do ano, esses vinhos brancos, regra geral fermentados em barricas e, portanto, mais pesados, não são tão frescos e dão o enquadramento indicado ao menu que prima pela chamada “comida de conforto”: o Arroz de Cabidela, a Feijoada ou o tradicional Cozida à Portuguesa. Neste seguimento, o Muros de Melgaço ou o Parcela Única são a proposta de marca.

Boas provas!

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