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2020-09-18T17:45:52+00:00 Bem-Estar, Cinema, Cultura

10 filmes para receber o outono

Café Society ©D.R.
Redação
Redação18 Setembro, 2020
10 filmes para receber o outono

Por: Vera Salazar

Setembro faz-nos sempre sentir como se o verão fosse apenas uma breve memória. Quando damos conta, os dias estão mais chuvosos, o clima mais frio e as tardes mais curtas. Este ambiente é apelativo para as longas tardes passadas no sofá, enrolados numa mantinha e a ver um bom filme. No entanto, a incessante procura por algum filme que nos suscite interesse ou que nos faça passar um bom bocado é exaustiva. Para isso, listamos os 10 melhores filmes para vos acompanhar numa dessas tardes de preguiça. Desde dramas apaixonantes a suspenses angustiantes, esta listagem vai complementar os dias de céu límpido e azul e acompanhar as cores bonitas desta estação do ano.

Autumn in New York (2000)

Se fosse possível definir este enredo seria “uma grande história que nos aquece o coração de esperança”. Trata-se de um drama romântico, lançado em 2000, pela realizadora chinesa, Joan Chen, e retrata a vida de Will Keane, um charlatão de 48 anos que nada tinha em comum com o amor, e Charlotte Fielding, uma jovem de espírito livre. Will, personagem protagonizado por Richard Gere, promete a si mesmo que nunca terá nenhum compromisso sério com uma mulher até ao momento em que conhece Charlotte (Winona Ryder) e começa a acreditar que poderá ter apenas um fácil e rápido romance. Apesar da grande diferença de idades, eles entregam-se a uma paixão tórrida e Will abandona a sua promessa. O que não esperava era que Charlotte não iria aceitar tão facilmente o seu amor e recusa a sua proposta por um problema sério: ela tem uma doença terminal cardíaca e os seus dias estão a acabar. O que irá então Will fazer para conquistar o coração de Charlotte? Um filme, embalando por um clima outonal, que transforma o tempo numa preciosidade.

(500) Days of Summer (2009)

Uma típica história de um rapaz que conhece uma rapariga e…nada mais, porque isto não é de todo uma história de amor. Num primeiro impacto até se podem deixar levar pelo amor de Tom e Summer, mas não se enganem, porque este filme é a perfeita noção do que acontece de mal em qualquer relação: a vida. Realizado por Mark Webb, criador do Amazing Spider-Man, e escrito por Scott Neustadter e Michael H.Weber, (500) Days of Summer é um dos filmes mais aclamados mundialmente, sendo quase impossível nunca ter visto algo sobre ele. Tom Hansen, protagonizado por Joseph Gordon-Levitt, acredita que nunca alcançará a felicidade até conhecer a sua alma gémea, ao passo que, Summer, protagonizada por Zooey Deschanel, acredita que todo o amor tem uma data de expiração. Impressionado com a sua beleza, Tom tenta durante duas semanas consecutivas manter cada vez mais contacto com Summer e vê a sua grande chance quando o seu melhor amigo a convida para um noite de karaoke. Começam, então, um relacionamento mas, pouco tempo depois, Summer acaba tudo. É aqui que Tom sugere passarem 500 dias juntos para perceber o que deu errado e descobrir em que aspetos o amor de ambos se perdeu, redescobrindo as suas verdadeiras paixões.

When Harry Net Sally… (1989)

Um filme que nos dá a perfeita listagem do que é preciso para ser sucedido no amor…só que não. A história de dois amigos solteiros que falam abertamente sobre dicas de relacionamento e sobre intimidade. Um filme estadunidense de 1989, escrito por Nora Ephron e realizado por Rob Reiner, o mesmo realizador de The Princess Bride, aborda a história de Harry Burns (Billy Crystal) e Sally Albright (Meg Ryan), que se formam na Universidade de Chicago e partem juntos para Nova Iorque. Ambos têm um ódio enraizado um pelo outro e decidem cada um continuar o seu caminho. Encontram-se esporadicamente, durante muitos anos, até que descobrem que estão apaixonados e é partir daí que vão colocar tudo aquilo que falaram anteriormente em questão. Uma escolha bastante agradável para ter sempre na nossa lista de favoritos.

Café Society (2016)

O verdadeiro clichê romântico de Hollywood. Um pequeno rapaz de uma pequena cidade que quer alcançar o seu estrelato como um escritor em Hollywood. Mas não fica por aqui. Existe uma grande lição que se pode tirar deste filme: na verdade chama-se “cair de amores”, porque tudo o que resta é a queda. Esta obra cinematográfica retrata o ano de 1930, sendo realizado e escrito por Woody Allen, realizador do filme Midnight in Paris. Lançado em 2016, esta comédia dramática com umas breves pitadas de romance conta a narrativa de Bobby (Jesse Eisenberg), um jovem escritor que resolve mudar-se para Los Angeles com o intuito de ingressar na indústria cinematográfica, com a ajuda do seu tio Phil, Steve Carell, um produtor que conhece a elite da sétima arte. Após uma longa espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil e conhece Vonnie (Kristen Stewart), a secretária do seu avô que, por mais que alimente sentimentos por Bobby, tem um caso secreto. Com um final arrebatador e imprevisível, aconselhamos a ver atentamente ou perde-se sempre algum pormenor.

Ferris Bueller’s Day Off (1986)

Uma comédia adolescente norte-americana, de 1986, escrita e realizada por John Hughes, diretor dos grandes filmes de sucesso Home Alone (Sozinho em Casa), conta o dia a dia de Ferris Buller (interpretado por Matthew Broderick), que, no último dia do semestre, sente uma vontade incontrolável de faltas às aulas e definir um programa de eventos pela cidade com a sua namorada, Sloane Peterson, o seu melhor amigo, Cameron Frye, e… um Ferrari. Só que para realizar esse desejo tem de primeiro passar pela sua irmã e pelo diretor da escola. Um filme que mais tarde foi adaptado em série e promete boas gargalhadas.

American Beauty (1999)

Uma cidade, pessoas e casais onde nada é o que parece. Pensamos que sabemos tudo, mas “look closer”, como é referido várias vezes no filme. Uma obra que chegou aos cinemas nos anos 90 escrita por Alan Ball e concretizado por Sam Mendes. Este drama norte-americano leva-nos a uma pequena cidade, onde Lester Burham (Kevin Spacey) está completamente farto do seu trabalho e sente-se impotente em relação à sua vida. Casado com Carolyn (Annette Bening), uma ambiciosa corretora de imóveis, e pai da “aborrecida” Jane (Tora Birch), Lester começa a fantasiar com uma amiga da sua filha, só que depois de escrever uma crítica pejorativa sobre o seu trabalho, é despedido. Durante o enredo, Lester é obrigado a questionar a sua própria vida e a reconstruí-la da forma possível. Com um final completamente inesperado, é uma excelente opção para uma tarde bem passada.

You’ve Got Mail (1998)

Um filme com mais de 20 anos e com uma narrativa bastante atual: “a melhor forma de conhecer alguém é não a conhecer de todo”, como é dito pelas próprias personagens do romance. Uma exposição da vida online e as diferenças entre o que somos na realidade e o que demostramos ser. Escrito e materializado pelas mãos de Nora Ephron, You’ve Got Mail conta a vida de duas personagem que vivem uma vida dupla, online, e que são verdadeiras almas gémeas, mas na vida real não se suportam. Kathleen (Meg Ryan) é proprietária de uma pequena livraria e mora praticamente com o seu noivo, no entanto, encontra-se a falar com um completo desconhecido pela Internet. Do outro lado, Joe (Tom Hanks), trabalha igualmente na indústria literária e mora com a sua noiva Patricia. De repente, Kathleen vê-se abalada quando uma enorme livraria chega à cidade e ameaça acabar com um negócio de família com mais de 42 anos. Não tendo nenhuma ideia de que o homem que fala na Internet é o proprietário da sua principal rival, depois de algum tempo, o imaginário pode ser tornado real. Uma apaixonante intriga que nos faz repensar na atualidade e no poder das redes sociais na imagem que detemos sobre o outro.

The Village (2004)

Caracterizado pela crítica como sendo “apropriadamente assustador”, The Village foi feito para nos fazer questionar como é que ainda conseguimos a respirar. Com cenas de teor misterioso e profundo, é-nos contado como é que seres humanos e criaturas de outro mundo podem coexistir. Escrito por M. Night Shyamalan, o diretor do filme Sexto Sentido, e lançado no ano de 2004, este suspense remete-nos a uma vila tranquila, no ano de 1897. Tudo é contestado quando se descobre que existem raças misteriosas e perigosas num bosque, chamadas de “Aquelas de Quem Não Falamos”. Toda a população fica amedrontada e ninguém é capaz de entrar nesse bosque. A não ser o jovem Lucius Hunt (Joaquin Phoenix), que tem um grande desejo de ultrapassar os limites do desconhecido. Lucius está apaixonado por Ivy Walker (Bryce Dallas Howard), uma mulher cega que também atraí a atenção de um desequilibrado chamado Noah Percy. Este amor de Noah acaba por colocar Ivy em perigo fazendo com que várias verdades sejam reveladas e o caos tome conta da Vila. Uma ligação fascinante entre realidade e fantasia agradável para um final de tarde.

Dead Poets Society (1989)

Talvez este seja o filme da lista mais intemporal e famoso. O favorito de qualquer bom professor, Dead Poets Society relata uma nova perspetiva sobre o ensino na adolescência. Uma obra-prima de Tom Schulman, concretizado por Peter Weir, o realizador do The Turman Show. Este drama acontece em 1959, na Welton Academy, uma escola tradicional, na qual um ex-aluno, interpretado por Robin Williams, se torna o novo professor de literatura e, desde cedo, os seus métodos de ensino são questionáveis. O facto de incentivar os alunos a passar por si mesmos cria um enorme choque com a ortodoxa direção escolar, principalmente quando é apresentado aos alunos a “Sociedade dos Poetas Mortos”. Uma obra para rir, chorar e aprender a ver a vida com uma nova perspetiva.

Garden State (2004)

A principal ideia é redefinir o conceito de casa e o que fazemos com ele. Esta comédia dramática levanta a questão do que é realmente sentir-se “em casa”. Escrito, corporificado e protagonizado por Zach Braff, o ator que tornou o filme Oz possível, faz a sua estreia em 2004 e dá-nos a conhecer Andrew Largeman, um melancólico e introspetivo aspirante a ator residente em Los Angeles, viciado em lítio e medicamentos pesados que leva uma vida cinzenta. Após a morte da sua mãe, Large vê-se obrigado a voltar à sua terra natal, Nova Jersey, depois de nove anos, e enfrentar os seus fantasmas de infância e da adolescência. Mesmo distante por tanto tempo, Andrew vai encontrar em cada esquina antigos conhecidos que lhe vão relembrar os bons momentos de quando morava no local. Um episódio que nos vai aquecer o coração com boas lembranças de casa.

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