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10 livros de escritores sul-americanos que não pode deixar de ler

A literatura sul-americana está repleta de bons exemplos literários. Quais são os seus escritores preferidos?
Gabriel Garcia Marquez no seu escritório/ ©Peter Badge/Harry Ransom Center, Universidade do Texas
Redação20 Setembro, 2019
10 livros de escritores sul-americanos que não pode deixar de ler
A literatura sul-americana está repleta de bons exemplos literários. Quais são os seus escritores preferidos?

A América do Sul é palco de inúmeras riquezas e uma delas é a literatura. Produziu alguns gigantes literários, escritores e poetas que se tornaram conhecidos mundialmente pelo seu estilo arrogante, linguagem lírica e fortes sentimentos políticos. São livros que exploram a cultura e a identidade de cada país.

Deixamos aqui alguns desses escritores (alguns deles galardoados com o Prémio Nobel da Literatura) e os livros mais identificativos da sua escrita:

O Velho que Lia Romances de Amor, de Luis Sepúlveda

O Velho que Lia Romances de Amor é uma obra do chileno Luis Sepúlveda, publicada em 1989, que narra a aventura de António José Bolívar Proaño, protagonista desta história e aficionado leitor de romances de amor, que tem como pano de fundo a América do Sul, mais concretamente um local chamado El Idílio.

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marques

Gabriel García Marques é um dos mais conhecidos autores sul-americanos. Ganhou o Nobel de Literatura em 1982 com o livro Cem Anos de Solidão, considerado uma obra-prima. Com um estilo próprio e uma literatura que se aproxima do fantástico, García Marques mostra-nos a cultura latina numa narrativa sobre o próprio tempo e o passar das vidas.

Pedro Páramo, de Juan Rulfo

Outro livro onde a realidade e a fantasia se aproximam, Pedro Páramo foi escrito em 1955 pelo mexicano Juan Rulfo. A história acontece em Comala, cidade de mortos-vivos que espreitam as memórias e sensações do lugar. Juan Preciado vai até à cidade em busca do seu pai, Pedro Páramo, e a história desenrola-se de maneira surpreendente.

O Jogo do Mundo – Rayuela, de Julio Cortázar

Cortázar é um escrito argentino exilado em Paris, devido à ditadura. Filho de argentinos, nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles, distrito de Bruxelas, na Bélgica. O Jogo do Mundo – Rayuela é um livro não linear que se lê exatamente como se joga a brincadeira: saltando de casa em casa vai-se descobrindo a história de Horácio Oliveira, personagem principal da narrativa.

O Livro dos Abraços, de Eduardo Galeano

Escrito no exílio e ilustrado pelo autor, O Livro dos Abraços reúne memórias e sonhos, fábulas que entrelaçam o real e o fantástico, crónicas indeléveis das trivialidades, das gentes e dos seus costumes, da política e dos seus mártires, do amor, da guerra e da paz. O Livro dos Abraços é uma história alternativa da América Latina contada pelo mestre da narrativa breve, numa síntese inspirada do seu imaginário.

Confesso que Vivi, de Pablo Neruda

Também chileno, Pablo Neruda dedicou grande parte de sua obra à poesia. Mas a autobiografia Confesso que Vivi é também uma grande poesia que o autor nos presenteia sobre a sua vida e os lugares onde viveu.

A Cidade e os Cães, de Mario Vargas Llosa

Vencedor, em 2010, do prémio Nobel da Literatura, Llosa é um dos escritores peruanos mais conhecidos no mundo. No primeiro romance, A Cidade e os Cães, o escritor conta o dia a dia dos alunos do Colégio Militar Leoncio Prado, de Lima, no Peru.

Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño

Os Detetives Selvagens é uma narrativa dividida em três momentos. No primeiro e último, a história é narrada na forma de diário por García Madero. No segundo momento, são apresentados diversos relatos, como se fossem dirigidos a um detetive, de pessoas diferentes que compõem essa narrativa com um quê de autobiografia. O chileno Bolaño leva-nos a um papel de detetive e cabe-nos juntar as peças e fazer a nossa própria história.

Capitães da Areia, de Jorge Amado

Jorge Amado é um dos escritores brasileiros mais traduzidos e lidos em todo o mundo. Ganhou, em 1994, o Prémio Camões pela sua obra. Capitães da Areia retrata a vida de menores de rua na cidade de Salvador, durante os anos 30, e é um dos livros mais importantes do autor.

A Trégua, de Mario Benedetti

Escrito em forma de diário, A Trégua, do uruguaio Mario Benedetti, foi publicado em 1960 e conta a história de Martín Santomé. Santomé é viúvo, tem três filhos adultos e está prestes a aposentar-se quando conhece Laura Avellaneda e tudo muda.

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