Revista Rua

2020-04-02T16:30:30+00:00 Opinião

4 Dicas para ter um Fundo de Emergência em tempo de crise

Finanças
Carina Meireles
Carina Meireles
2 Abril, 2020
4 Dicas para ter um Fundo de Emergência em tempo de crise

Para quem ainda não tem um Fundo de Emergência, deve começar a pensar em criar um, de forma a poder antecipar momentos difíceis como os que estamos a atravessar agora!
Então, mas já não será tarde? Nada disso! É possível estruturar um Fundo de Emergência em qualquer altura, basta que para isso, se perceba exatamente por onde começar, ou seja, como criar, quando e como o posso usar.

O Fundo de Emergência é uma salvaguarda financeira de grande importância quando, por exemplo, neste tempo de quarentena e muitas vezes a trabalhar de casa, por causa do Covid-19, os custos fixos aumentam (energia, água, gás, etc.), ou numa situação de desemprego. É uma ajuda muito significativa e bem-vinda, e também poderá permitir que não seja necessário recorrer a créditos, evitando o endividamento futuro.

Ora muito bem, aqui vão quatro dicas:

1)  Elabore um orçamento

A primeira coisa a fazer para criar um Fundo de Emergência passa por começar a elaborar um orçamento. De que forma? Para criar é preciso saber concretamente, quais são os custos fixos e variáveis. Como fazer? Através da análise do extrato de conta, colocando numa folha de papel ou num ficheiro em Excel, ou da forma que lhe for mais conveniente, para poder visualizar exatamente todos os seus gastos e proveitos e verificar se daí pode canalizar algum valor para começar a trabalhar na criação do mesmo.

2)  Onde colocar esses recursos

Anote quanto quer e pode poupar por mês, mediante os rendimentos pessoais e do agregado familiar, no caso de ser um casal. Defina por exemplo para começar 5% ou 10% dos seus rendimentos para serem canalizados para uma poupança programada mensal, que pode ser através do seu banco. O banco faz isso por si de uma forma simples, onde mensalmente, num dia programado à sua escolha, pode retirar da sua conta à ordem automaticamente passando para a poupança.

Encare este valor que está a canalizar para essa poupança mensal, como se de uma despesa se tratasse, que não poderá deixar de cumprir. Vai ver que dá resultado!

3)  Defina a quantia mais adequada

O valor ideal é o correspondente a seis salários líquidos, ou seja, se ganhar 1000€, será 6000€. Este dinheiro tem que ser capaz de pagar seis meses de despesas correntes, tanto os custos fixos como variáveis, de forma a garantir, no caso de por exemplo um desemprego, uma salvaguarda financeira confortável até conseguir novamente voltar a trabalhar. No caso de ser trabalhador por conta própria, deve corresponder a um ano de despesas pagas.

4)  Use apenas em situações de emergência

Se o objetivo que definiu foi a criação de um Fundo de Emergência, este plano traçado deve ser cumprido à risca.
Pode parecer muito óbvio, mas pode sempre existir uma tentação para o gastar.
O ideal é que isso não aconteça e que seja usado apenas em situações de verdadeira necessidade.

Criar um Fundo de Emergência pode parecer difícil ao início, mas é sem dúvida uma decisão acertada e que pode fazer a diferença, garantindo a tranquilidade em momentos de dificuldade.

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Sobre a autora

“Olho para tudo na vida como um desafio, uma oportunidade para fazer algo diferente e para aprender coisas novas.”
Movida pelo conhecimento e a aprendizagem constante, que a levou a concluir o Mestrado em Gestão Comercial, seguido do MBA em Marketing e Direção Comercial. Com quase duas décadas de carreira na banca, é uma profissional com experiência consolidada na área financeira e comercial, com um vasto conhecimento teórico, prático e técnico neste sector, ajudando sempre desta forma quem a procura (particulares e empresas). Leva ainda toda esta experiência e know-how mais longe, partilhando-a em sala de aula enquanto Docente do Ensino Superior. Gosta de pessoas e de trabalhar com equipas. Mais recentemente, teve várias participações televisivas com rubricas financeiras e tem crónicas mensais em jornais e revistas sobre Finanças Pessoais e ainda uma rubrica semanal numa Rádio.

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