Revista Rua

2020-10-01T00:19:20+00:00 Cultura, Literatura

7 Poemas para um Mundo Novo estreia hoje

O projeto apresenta sete pequenos filmes com textos inéditos de autores portugueses.
©Mário Melo Costa
Redação
Redação1 Outubro, 2020
7 Poemas para um Mundo Novo estreia hoje
O projeto apresenta sete pequenos filmes com textos inéditos de autores portugueses.

Por Vera Salazar

“E depois as vozes, dos poetas, dos atores, vozes que habitam corpos que tentam voar mais longe, mais alto. E que caem. E que voltam a levantar-se. E a voar. E a cair”, é assim que Fernando Mota, o realizador deste projeto, nos dá uma primeira visão do que se trata 7 poemas para um Mundo Novo. A estreia está marcada para hoje, dia 1 de outubro, em três locais praticamente em simultâneo: no Largo do Intendente, em Lisboa, às 21h, na Fundação Lapa do Lobo, em Viseu, às 21h30 e na Biblioteca Municipal de Beja, também às 21h30.

7 poemas para um Mundo Novo nasceu durante o período da pandemia. Na verdade, nasceu ainda antes, na cabeça dos seus criadores, Fernando Mota e Violeta Mandillo, num dia em que Fernando recolhia carvalhos em Montemuro para construir instrumentos- árvores, como a Hárvore, metade árvore, metade harpa. Do convite estendido por ambos ao realizador Mário Melo Costa nasceram sete pequenos filmes com textos inéditos de Andreia C. Faria, António Barahona, Joana Bértholo, José Luís Peixoto, Marcos Foz e Vasco Gato, e um texto de Mário Cesariny, que ganham vida nas vozes de atores portugueses. Ana Sofia Paiva, Ângelo Torres, Cláudia Andrade, Diogo Dória, Luís Miguel Cintra e Natália Luiza e Tiago Mota, são os responsáveis pela declamação de poemas que exprimem sentimentos dos autores durante o período de quarentena e sobre o que sonham e temem para um Mundo Novo.

Segundo Fernando Mota, este projeto é sobretudo sobre a vulnerabilidade. “A da nossa espécie. A dos nossos corpos. Das nossas vidas. Da construção a que chamamos de sociedade”, salienta. Já Mário Melo Costa ressalva a urgência deste projeto. “Urgência em criar, produzir, mostrar, os tempos que vivemos exigem-no”.

A declamação dos poemas é acompanhada com belíssimos instrumentos criados por Fernando Mota a partir de matérias naturais. As filmagens tiveram lugar em locais ao ar livre, como serra, praia e até sucatas, e o behind the scenes pode ser visto no Diário de Bordo no site oficial do projeto.

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