Revista Rua

2019-05-06T10:19:46+00:00 Cultura, Música, Radar

A fotorreportagem do Respira! no Theatro Circo, em Braga

Miguel Estima
Miguel Estima6 Maio, 2019
A fotorreportagem do Respira! no Theatro Circo, em Braga

O inglês Alfa Mist abriu o ciclo Respira!, no Theatro Circo, em Braga, apresentando o mais recente disco de originais Structuralism, lançado no passado dia 26 de abril. O concerto de quase duas horas foi uma clara ovação ao melhor de um estilo muito próprio dentro do jazz.

Depois de ter lançado Antiphon em março de 2017, disco que o aclamou como um dos melhores músicos de jazz, catapultando-o para a linha da frente na nova cena de jazz como um dos nomes a seguir.

Tendo crescido em Newham, East London, Alfa Mist começou a sua jornada musical como produtor de grime e hip hop. O pianista autodidata e, por vezes, rapper logo se sentiu atraído pela música jazz, world music e bandas sonoras que ele descobriu através do sampling. O seu som mistura a melancolia e harmonia do jazz com hip hop e soul.

A segunda noite do ciclo Respira!, na noite de 3 de maio, trouxe ao palco bracarense dois artistas de nacionalidades muito díspares, a Líbia e a América. Primeiro, Rami Khalifé, pianista e artista franco-libanês, nascido no seio de uma família libanesa ligada à música, viveu em Beirute antes de emigrar durante a guerra civil libanesa e se tornar um cidadão francês.  Lonnie Holley era o nome mais sonante da noite. O norte-americano de 66 anos nascido e criado no Alabama é um artista multifacetado e imprevisível, não estando só circunscrito à música. Muito bem acolhido pela crítica especializada internacional, o concerto teve ovação de pé por parte da plateia, sedenta de músicos com um virtuosismo tão belo e doce.

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