Revista Rua

2018-05-29T10:23:59+01:00 Cultura, Música

A genuidade de Mallu Magalhães invadiu o Theatro Circo

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Marta Alves23 Maio, 2018
A genuidade de Mallu Magalhães invadiu o Theatro Circo
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Maria Luiza Magalhães, conhecida artisticamente, como Mallu Magalhães pisou pela terceira vez o Theatro Circo, em Braga. Desta vez foi o projeto a solo ao som do disco Vem que a artista brasileira se apresentou, porém houve tempo para outros temas que são bem conhecidos pelo público. A sala principal estava bem composta e Mallu não deixou de dizer, com um sorriso de orelha a orelha: “é bem gostoso estar aqui!”

É certo que os espetadores perderam a conta de quantas vezes Mallu Magalhães disse “’brigada” no fim das canções. A verdade é que cada vez que ela mostrava estar grata por estar ali, o público reagia calorosamente através das palmas e dos sorrisos bem sinceros.

Acompanhada por seis músicos e por uma tela de fundo que apresentava elementos da natureza e que oscilava entre o dia e a noite, Mallu mostrou ser uma artista genuína e imprevisível, repleta de boas energias e com um bom sentido de humor.

O concerto foi conduzido pelo quarto álbum Vem, o primeiro em cinco anos, que sucede ao aclamado Pitanga, editado em 2011. Um trabalho discográfico que recebe fortes influências da Bossa Nova, do Samba, do Jazz e do Rock dos anos 60 e que Mallu Magalhães tanto expressou pelos seus jogos de dança mostrando, assim, que a sensualidade faz parte de toda a performance.

Os fortes aplausos foram para o tema “Você não Presta”, mas temas como “Gigi”, que a compositora diz ter sido escrita em homenagem à sua mãe e “Linha Verde”, canção que admitiu gostar muito e pela qual tem muito orgulho, foram outras duas que fizeram parte da setlist. Não esquecendo que Mallu não quis deixar de parte a célebre “Mais Ninguém”, uma música da Banda Mar, banda que era composta por ela, pelo seu marido e ainda por um português.

Entre intervalos das músicas, a cantora, além de agradecer, chegou a dizer: “é muito bom ver o nosso trabalho sendo valorizado, está a ser muito gostoso estar aqui, estou tão feliz…”.

Para Joana Flores, naquela hora e meia de espetáculo, Mallu encantou. “Mallu cantou e tocou com o corpo todo, convidando o público a entrar no seu mundo através de letras com que todos nos identificamos, mesmo sem querer”. Tendo ao mesmo tempo a vontade de dançar e de se emocionar, a jovem Joana afirma que “é seguro dizer que a Mallu encheu o Theatro Circo (e os nossos corações) com uma simplicidade e genuinidade”. “Não há faixa etária que tenha ficado indiferente ao ‘sambinha bom’ que ela e a sua banda partilharam connosco. “’Brigada”, Mallu”, remata.

Em jeito de curiosidade, Mallu Magalhães tem percorrido várias terras portuguesas, uma vez que vive na capital, motivo pelo qual disse, em entrevista ao DN: “Desde que vivo em Lisboa sinto-me muito mais brasileira e isso percebe-se muito bem no novo disco”.

Fotografias de Marta Alves

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