Revista Rua

2019-01-15T17:07:04+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

A Oficina: 30 anos de histórias que assinalam o regresso a casa

Montanha-Russa ©Miguel Manso
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto7 Janeiro, 2019
A Oficina: 30 anos de histórias que assinalam o regresso a casa

Foi num dos cafés mais antigos e históricos da cidade de Guimarães, o Café Milenário, que a cooperativa A Oficina apresentou o programa cultural para o primeiro quadrimestre do ano. Numa altura em que celebra 30 anos de histórias, A Oficina olha para 2019 como o “ano zero”, um novo ciclo artístico que traz consigo algumas mudanças que assentam em novas estratégias de comunicação para o futuro. A programação arrancou no dia 4 de janeiro com visitas guiadas, encenadas e cantadas, de entrada livre, em alguns espaços d’A Oficina. O restante programa para os próximos meses, até abril, foi mapeado por um colégio de programadores e reflete um registo inédito e rejuvenescedor com novas linhas de programação e ação.

Comer o Coração em Cena ©Alcino Gonçalves

Este novo ciclo inicia-se com um debate histórico, no qual o público é convidado a participar ativamente num programa de conversas e espetáculos que se divide em três partes, segundo uma dupla efeméride que estará no centro da discussão: os 30 anos d’A Oficina e os 25 anos do Teatro Oficina. Teatro da Memória reflete o objetivo de incluir maior participação pública neste novo ciclo e terá o primeiro encontro no dia 16 de janeiro, no Café Milenário, sendo que os restantes dias podem ser consultados na programação completa.

Há um reforço na oferta de programação para famílias, todos os domingos, nos vários espaços d’A Oficina. No Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) há uma nova oficina mensal, assim como as visitas performativas aos locais secretos do Centro Cultural Vila For (CCVF). A Loja Oficina reabriu e as Residências Artísticas esperam atividades intensas ao longo do ano. Chegam, também, novas residências artísticas ao Gangue de Guimarães, uma companhia de teatro que vai “invadir” a programação de diversas formas performativas.

Montanha-Russa ©João Tuna - TNSJ

Para o mês de janeiro, a programação sugere, no CIAJG, a 7ª edição dos Encontros para além da História, o concerto Songs of Hope, a icónica performance Comer o Coração em Cena (que coloca o corpo de Vera Mantero em interação com uma escultura de Rui Chafes) e, ainda, várias conferências com a arte contemporânea e a museografia como objeto de reflexão. O CCVF recebe Montanha-Russa de Miguel Fragata e Inês Barahona, um espetáculo que sobe ao palco do Grande Auditório, nos dias 18 e 19 deste mês. Uma peça que motivou o documentário Canção a Meio, realizado por Maria Remédio, que estará em exibição no Pequeno Auditório no dia 19 de janeiro. Segue-se Bergado & Terebentina, um coletivo de jovens do Porto, que têm estado a “desassossegar” o Palácio Vila Flor, local escolhido para apresentarem a nova exposição disponível de 18 a 23 de março. Entre debates, conversas, oficinas, residências artísticas e dias abertos no museu, a programação fica completa para o primeiro mês do ano.

Os meses que se seguem neste quadrimestre estão já à espreita e Guimarães vai poder vivenciá-los intensamente com eventos como o GUIdance, Circus Arts, Westway LAB e inauguração de novas exposições.

Três décadas d’A Oficina ficam agora marcadas numa publicação impressa que conta a história já vivida e projeta o futuro deste projeto cultural integrado. A Oficina pode ler-se através de uma revista acessível e de fácil leitura, que terá uma distribuição territorial intensa, e que conta a história daqueles que a viram nascer – “os sete magníficos”, os mesmos que são convidados a ser capa desta publicação – e apresentar de uma forma atrativa tudo o que se pode conhecer, ver e ouvir em Guimarães.

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