Revista Rua

2019-10-10T18:05:26+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

A Oficina arranca com o programa de Educação e Mediação Cultural em Guimarães

A Oficina apresentou o programa da Educação e Mediação Cultural (EMC) para a temporada de 2019/20, em Guimarães.
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto10 Outubro, 2019
A Oficina arranca com o programa de Educação e Mediação Cultural em Guimarães
A Oficina apresentou o programa da Educação e Mediação Cultural (EMC) para a temporada de 2019/20, em Guimarães.

A Oficina apresentou o programa da Educação e Mediação Cultural (EMC) para a temporada de 2019/20, em Guimarães. Numa conferência de imprensa lotada de jornalistas, professores, pais, alunos e diversos vimaranenses, a atenção centrava-se em Fátima Alçada, a nova responsável por este departamento, que deu a conhecer todos os projetos que farão parte do programa educativo e mediático.

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) foi palco da exposição detalhada dos vários eventos que contemplam esta agenda cultural voltada para públicos mais jovens, nomeadamente para escolas e famílias. Nela entram, até julho de 2020, cerca de onze espetáculos, seis oficinas, quatro exposições e diversas formações para alunos, professores e técnicos de educação. A coordenação deste programa resulta da parceria entre a A Oficina e a Câmara Municipal de Guimarães.

Autocarro para Sonhos ©Alexandre Delmar

Dos vários espetáculos, alguns ressaltam logo à vista quando folheamos a agenda cultural. É o caso das peças de teatro Autocarro para Sonhos, no CIAJG, com sessões para famílias no dia 20 de outubro, e Estranhões e Bizarrocos, no dia 15 de dezembro. Já a pensar no próximo ano, A Caixa para Guardar o Vazio, da artista plástica Fernanda Fragateiro, será uma instalação, mas também um lugar para explorar com o corpo e com todos os sentidos. Esta caixa em madeira com três metros de altura pode ser descoberta a 15 e a 29 de fevereiro.

Voltam as oficinas, destacando Ponto de Fuga, que nos leva numa viagem misteriosa pelo CIAJG, nos dias 24 de novembro e 15 de dezembro, e Do Avesso, uma visita também performativa, mas desta vez no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), a 3 de novembro e 8 de dezembro. Os Domingos no Museu serão sempre dias de encontros preenchidos com visitas, oficinas e espetáculos para toda a família. Há, ainda, tempo para as Oficinas de Natal, que decorrem de 18 a 20 de dezembro, na Casa da Memória Guimarães (CDMG), no CIAJG e no CCVF. As Oficinas Criativas estão disponíveis todo o ano, realizadas com marcação prévia, e promovem uma série de atividades lúdicas e criativas, com artistas, artesãos, professores, crianças, jovens e outros aventureiros.

Fátima Alçada aproveitou, ainda, para destacar quatro grandes projetos – grandes porque se prolongam durante mais tempo – que pretendem colocar os estudantes a trabalharem diretamente com a comunidade artística. Destes grandes projetos, o destaque vai para mais uma edição do Mais Três, que integra os projetos já implementados Mais Dois e Ante Pé, para crianças a partir dos três anos. Validade é um projeto sobre a sustentabilidade, através da prática artística, que pretende acompanhar os alunos 3º ciclo do ensino básico, ao longo de três anos. Já Lições Iluminadas é um projeto educativo e artístico que pretende unir numa exposição-retrato os vários trabalhos que forem desenvolvidos pelos alunos do 3º ano do 1º ciclo do ensino básico. Dos extensos projetos, surge ainda Pergunta ao Tempo, um projeto anual de investigação e de criação artística.

Autocarro para Sonhos ©Alexandre Delmar

Em breves palavras, Fátima Alçada escreve na abertura da revista e agenda deste programa educativo e mediático que: “O Serviço Educativo não é um serviço, mas tem uma missão. O Serviço Educativo é de todos e para todos. Com artistas, com professores, com meninos, pais e avós. Com pessoas que querem pensar e fazer das nossas cidades lugares para viver bem”.

Em representação da vereadora da educação e da cultura, Adelina Pinto, esteve presente Paulo Lopes da Silva, que partilha que: “Este é um projeto, essencialmente, de construção de pontes e destruição de barreiras”, continuando ainda: “O trabalho que aqui é feito com as escolas, ao longo destes últimos anos, vai garantir que daqui a oito anos os jovens não poderão dizer que nunca vieram ao CIAJG, à Casa da Memória ou que nunca viram um espetáculo cultural no CCVF, promovido ou não pela Oficina”.

Neste programa, a acessibilidade aos eventos destaca-se como uma prioridade importante, permitindo a aquisição de bilhetes a preço reduzido com vários descontos, o fácil acesso para pessoas com mobilidade reduzida e recursos a audiodescrição e linguagem gestual. Haverá ainda espaço para realizar sessões descontraídas, que se destinam a famílias que procuram ambientes mais acolhedores e calmos, numa intenção de reduzir os níveis de ansiedade e promover experiências agradáveis.

A programação completa pode ser conhecida no site d’A Oficina.

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