Revista Rua

2021-09-08T16:59:50+01:00 Cultura, Em Destaque, Outras Artes

A Oficina, uma programação forte para os próximos meses

Sara Barros Leitão, Albano Jerónimo e Manel Cruz são alguns dos nomes em destaque na programação.
Manel Cruz ©D.R.
Redação8 Setembro, 2021
A Oficina, uma programação forte para os próximos meses
Sara Barros Leitão, Albano Jerónimo e Manel Cruz são alguns dos nomes em destaque na programação.

A Oficina apresentou a programação cultural e artística para os últimos meses do ano. A cooperativa antevê uma temporada de celebração, com propostas para todos os públicos e que fundem todas as abordagens de arte. Grande parte dos eventos são de entrada livre.

A agenda congrega várias estreias, espetáculos, concertos, oficinas, apresentações teatrais e performances, que ocuparão os vários espaços d’A Oficina: Centro Cultural Vila Flor (CCVF), Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), Casa da Memória e Loja Oficina.

Sílvia Perez Cruz e Mallu Magalhães em destaque no Manta

O CCVF celebra 16 anos de atuação com o regresso do Manta para três momentos a não perder. Sílvia Perez Cruz atua no dia 10 de setembro, às 21h30, para apresentar o seu trabalho discográfico mais recente, Farsa (género impossível), seguindo-se dois concertos no dia 11, sendo o primeiro destinado a públicos mais jovens. Mais Alto! é um concerto de música de intervenção pensado por Francisca Cortesão e ,ainda nesse dia, à noite, é altura de receber Esperança, o mais recente disco de Mallu Magalhães. “É com muito gosto e um prazer enorme que apresentamos a Mallu, num concerto em estreia absoluta deste último trabalho”, comenta a diretora artística d’A Oficina, Fátima Alçada. Todos os concertos do Manta são de entrada livre, mediante ocupação limitada e levantamento prévio dos bilhetes.

Teatro no centro das celebrações do CCVF

Para Fátima Alçada: “Setembro é um mês de celebração”. A Oficina apresenta um espetáculo que resulta da colaboração inédita entre a coreógrafa francesa Mathilde Monnier, a coreógrafa hispano-suíça La Ribot e o encenador português Tiago Rodrigues. Please Please Please propõe uma reflexão em torno de um mundo que pode estar próximo de uma catástrofe. O espetáculo acontece no dia 17 de setembro, às 19h30, no Grande Auditório do CCVF , e é de entrada livre. De salientar também o regresso de Sara Barros Leitão, com um monólogo em torno do papel das mulheres numa sociedade contemporânea, e Albano Jerónimo, com a estreia de Orlando, ambos em dezembro.

Ainda no mesmo espaço, a programação propõe um mês de outubro intenso, com algumas estreias a não perder. O Teatro Oficina apresentará o espetáculo ½ Kg de Carne, em coprodução com a Amarelo Silvestre, contando com a participação do Gangue de Guimarães e do Gangue Canas de Senhorim. O espetáculo acontece nos dias 8 e 9 de outubro, no Grande Auditório. Ainda no dia 9, o Teatro Oficina apresenta mais uma estreia: (In)Comum, de Manuela Ferreira. Já a 15 de outubro, é tempo de celebrar os 25 anos da companhia de Paulo Ribeiro, com a estreia absoluta do espetáculo I still need…Time. No dia seguinte, Manuel Cruz atua no Grande Auditório do CCVF, às 19h30, para um concerto há muito esperado. A par da programação que ocupará os palcos do CCVF, há ainda uma agenda de atuações regulares no Café Concerto, com artistas emergentes, destacando os Glockenwise, no dia 29 de outubro, às 22h00.

30 anos de Guimarães Jazz

O mês de novembro volta a ser de celebração: são 30 anos de Guimarães Jazz. “É para nós uma experiência incrível termos trabalhado este acontecimento durante este tempo todo. Foi evoluindo e sendo definido por processos de busca, de superação e de ultrapassar as rotinas instaladas, mas também pela procura de novas formas de fazer interagir músicos, associações de músicos, músicos locais…fomos trabalhando um processo de descoberta e de experiência”, partilha o o programador do festival, Ivo Martins. De 11 a 20 de novembro, o festival traz a palco vários artistas internacionais, para uma alteração ambiciosa de paradigma, afirmando-se como uma referência nacional na promoção do jazz que se manifesta em Guimarães com opções polivalentes, transgeracionais, complexas e pluridisciplinares. A programação completa do festival pode ser conhecida aqui.

Património histórico-cultural em fruição no CIAJG

O CIAJG conta com um conjunto de exposições inéditas. “Vamos ter muitos artistas que nos estão a propor tempos de reflexão, questões relacionadas com o património, as lutas, o tempo, o silêncio…”, partilha a curadora-geral do CIAJG, Marta Mestre, acrescentando: “Há destaque cada vez mais central e de referência em torno da obra de José de Guimarães, que tem um fundo experimental e de realização, quer na pintura, como na escultura, que é bastante forte”. No dia 2 de outubro é altura de receber o filme As Boas Maneiras, organizado pela Capivara Azul, na BlackBox do CIAJG, seguindo-se uma visita orientada ao 2º. ciclo de exposições, no dia 3. Destaque também para Domingos no Museu, com Luísa Abreu, no dia 17 de outubro.

A Casa da Memória também estará em festa

Na impossibilidade de assinalar o aniversário da Casa da Memória, há uma programação muito interessante para os próximos tempos. Festa na Casa conta com vários momentos: António Fontinha propõem Entardecer com Contos, no dia 25 de setembro, e Daniel Pereira Cristo apresenta O Colecionador de Sons, resultado de uma residência artística que parte da recolha de sons, histórias e dizeres.

A Loja Oficina, um dos projetos mais recentes, tem também uma programação especial para os próximos meses, pensada para celebrar a arte da olaria e a importância cultural da Cantarinha dos Namorados, enquanto património imaterial das artes tradicionais. MICA – Mudança e Intervenção Criativa em Artesanato é um espaço para o qual são convidados artesãos, artistas e designers para desenvolverem um programa de mudança e intervenção criativa no artesanato local.

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