Revista Rua

2020-09-25T16:36:08+00:00 Cultura, Outras Artes

A Oficina: Westway LAB em destaque na programação de outubro

Na impossibilidade de manter a tradição de unir artistas nacionais e internacionais para processos de criação, na abertura do Westway LAB será celebrado o legado das últimas seis edições das residências artísticas.
Romeu e Julieta | Útero ©Helena Gonáalves
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto25 Setembro, 2020
A Oficina: Westway LAB em destaque na programação de outubro
Na impossibilidade de manter a tradição de unir artistas nacionais e internacionais para processos de criação, na abertura do Westway LAB será celebrado o legado das últimas seis edições das residências artísticas.

Para o mês de outubro, A Oficina preparou uma agenda cultural preenchida de propostas que prometem agitar a cidade de Guimarães. Dos vários eventos, importa destacar a 7ª. edição do já reconhecido Westway LAB, que acontecerá de 14 a 17 de outubro, apresentando uma inovadora configuração híbrida, na intenção de conjugar a experiência presencial com acesso digital a conteúdos importantes.

Na impossibilidade de manter a tradição de unir artistas nacionais e internacionais para processos de criação, na abertura do Westway LAB será celebrado o legado das últimas seis edições das residências artísticas, com alguns dos seus intervenientes e colaboradores. Haverá um programa de concertos a decorrer nos auditórios com lugares marcados, ao passo que as conferências PRO serão difundidas através de uma plataforma digital, com o intuito de chegar a novos públicos e mostrar o que de melhor se faz em Guimarães ao mundo.

7ª. edição do Westway LAB

O Westway LAB arranca a 14 de outubro com a celebração das residências artísticas. O dia seguinte contará com um concerto dos Seiva, uma das bandas mais originais do panorama folk em Portugal, que subirão ao placo do Grande Auditório do CCVF às 21h30, seguindo-se o concerto de Valter Lobo, no mesmo palco, às 22h30. A noite termina com IAN, uma violinista russa que atua às 23h30, também no Grande Auditório.

Já na sexta, 16 de outubro, é exibido o filme-concerto A Casa da Praça Trubnaia, do cineasta soviético, Boris Barnet, composto e musicado ao vivo por Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael e Miguel Pedro, que se apresentam enquanto Mão Morta Redux. Este momento terá início às 21h30, no CCVF. Segue-se a apresentação do terceiro disco homónimo dos The Lemon Lovers, às 23h00, terminando a noite com Miramar, um projeto que une duas figuras da música portuguesa: Frankie Chavez e Peixe.

No dia 17 é apresentado o filme Surdina, de Rodrigo Areias, com interpretação ao vivo de Tó Trips, nesta “tragicomédia” minhota que regressa ao CCVF depois da bem-sucedida apresentação no passado mês de julho. Nessa mesma noite, os Evols apresentam o terceiro disco da banda, às 23h00, no Grande Auditório, e, por último, The Legendary Tigerman volta ao palco a solo, acompanhado apenas pela sua guitarra, um kit de bateria e um kazoo, para um momento único e irrepetível.

Programação d’A Oficina para outubro

Até ao dia 25 de outubro, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) terá patente a exposição internacional Contextile 2020 – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, composta por 58 obras de 50 artistas oriundos de diversos países. Todas as propostas aqui expostas foram selecionadas previamente e desenvolveram-se a partir do conceito transversal à bienal: Lugares de Memória – Interdiscursos de um território têxtil. A programação de outubro arranca, já no dia 2, com um concerto de Baiuca, um projeto a cargo do músico e produtor, Alejandro Guillán, que se constrói no cruzamento do cancioneiro tradicional da Galiza – onde nasceu – com a música eletrónica. O concerto terá lugar na Black Box do Centro de Interpretação das Artes José de Guimarães (CIAJG) e irá desvendar projeções especiais em direto, pelo videoartista Adrián Canoura.  Baiuca apresenta-se em Guimarães, às 21h30, num formato que será acompanhado pelo percussionista Xosé Luís Romero e pelas cantoras Andrea e Alejandra Montero.

Numa coprodução do Teatro do Bulhão com a Educação e Mediação Cultural (EMC), A Oficina apresenta, a 10 de outubro, às 16h00, na Black Box do CIAJG, a peça de teatro Gestos Bravos, de Joana Providência. No dia seguinte, retornam os Domingos nos Museus com uma oficina de “construção de animais com elementos naturais”. Esta iniciativa, chamada de Cabeças de Bugalho Choco, parte de elementos da natureza e convida os mais novos a explorarem novas formas de vida, numa construção coletiva, na qual todos terão um papel ativo para que se possam expressar livremente. A 24 de outubro, Camané & Mário Laginha apresentam o mais recente projeto Aqui Está-se Sossegado, pensado para dar ainda mais brilho a uma voz e a um piano. O concerto acontece às 21h30 no Grande Auditório do CCVF e contará com vários temas pertencentes ao repertório de Camané, incluindo alguns compostos por Mário Laginha.

Camané e Mário Laginha ©D.R.

A 29 e 30 de outubro, a Black Box do CIAJG recebe As Cidades Invisíveis, de Alex Cassal, um espetáculo inspirado na obra homónima de Italo Calvino que irá propor uma reflexão sobre diversas questões relacionadas com as migrações e os refugiados. No dia seguinte, é apresentado no Grande Auditório do CCVF o espetáculo Romeo e Julieta, com direção de Miguel Moreira, que enquanto criador se fixa na dança e na sua linguagem, urgindo um encontro com Prokofiev e Shakespeare, impelindo-nos a interpretar contextos distantes, mas perspetivando a história da dança, em confronto com o mundo contemporâneo.

Atividades permanentes

Até maio, as portas do Espaço Oficina voltam a abrir-se para mais uma temporada das Oficinas do Teatro Oficina, tanto na vertente de Iniciação, para quem procura começar a experimentar, de Criação, para os mais experientes, e de Jovens.  Nos primeiros meses as oficinas começam com módulos de criação, movimento, voz e treino básico de todo o intérprete. A partir de janeiro do próximo ano, reorganizam-se as turmas em grupos para a elaboração de um trabalho final que, pela primeira vez, dará aos alunos a responsabilidade de criação.

De salientar que a exposição Caos e Ritmo #1 continua patente no CIAJG até 14 de fevereiro, um projeto que serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e da criação artística num mundo amnésico. Destaque ainda para a exposição permanente Território e Comunidade, na Casa da Memória, onde é possível encontrar imagens, histórias, documentos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense.

A programação pode ser conhecida na íntegra no site d’A Oficina.

Partilhar Artigo: