Revista Rua

2020-11-09T14:51:03+00:00 Cinema, Cultura

A sexta edição do Ymotion homenageou a carreira de Nuno Lopes e Rodrigo Santoro

Ymotion destacou ainda a curta Sofia, de Filipe Ruffato e Gonçalo Viana, como a grande vencedora da sexta edição. O ator português Diogo Morgado foi também celebrado “como exemplo para os jovens” nesta edição.
Fotografia ©Nuno Sampaio
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira9 Novembro, 2020
A sexta edição do Ymotion homenageou a carreira de Nuno Lopes e Rodrigo Santoro
Ymotion destacou ainda a curta Sofia, de Filipe Ruffato e Gonçalo Viana, como a grande vencedora da sexta edição. O ator português Diogo Morgado foi também celebrado “como exemplo para os jovens” nesta edição.

Considerado já um marco no cinema jovem português, o Ymotion – Festival de Cinema Jovem de Famalicão encerrou a sua sexta edição no passado sábado, dia 7 de novembro, atribuindo 2500 euros à melhor das 45 curtas-metragens em competição. As sessões finais deste ano aconteceram em formato presencial (com limitações de lugares) e via Live Streaming, promovendo conversas com realizadores e atores e desvendando algumas curiosidades sobre filmes tão aguardados pelo público – como é o caso de Bem Bom, de Patrícia Sequeira. Ainda pode rever algumas das conversas através do Facebook do festival e do Município de Famalicão.

Tendo atingido um número recorde de candidaturas (183 curtas), a sexta edição do Ymotion entregou oito prémios, sendo que, o Grande Prémio Joaquim de Almeida, no valor de 2500 euros, foi arrebatado por Sofia, de Filipe Ruffato e Gonçalo Viana. Já o Prémio Público foi atribuído à curta Júlia, de Filipa Silva.

Nas sessões de conversa, o fim de semana de encerramento do Ymotion trouxe a Famalicão dois rostos bem conhecidos do público para uma conversa, no Centro de Estudos Camilianos, sobre interpretação: Catarina Wallenstein e Sara Barradas. Rui Tendinha, o comissário do festival, foi o condutor desta conversa que trouxe à tona o dia a dia dos atores em Portugal, as dificuldades de encontrar um espaço no mundo do cinema português e as pressões de timing em televisão. Também Diogo Morgado se juntou, via Zoom, a uma sessão de conversa, partilhando as suas experiências enquanto realizador. E, no painel de realizadores, destaque para a presença de Ana Rocha de Sousa, a responsável pelo Listen, o filme português mais visto nas salas nacionais este ano. A história de Listen, as dificuldades para angariar apoios para cinema em Portugal e os receios de Ana Rocha de Sousa enquanto profissional da área foram os pontos altos de uma conversa que teve lugar na Fundação Castro Alves.

Nos destaques desta edição, relembramos ainda a entrega, pela primeira vez no festival, do Prémio Carreira ao ator português Nuno Lopes, destacando o seu percurso de sucesso nacional e internacional. Diogo Morgado foi também homenageado pelo Ymotion, colocando em evidência o seu exemplo para os mais jovens que se aventuram no universo cinematográfico. A surpresa maior veio do outro lado do Atlântico, numa homenagem especial ao ator mais “hollywoodesco” do Brasil, Rodrigo Santoro. Num vídeo deixado pelo próprio à organização do festival, Rodrigo Santoro elogiou a existência do Ymotion e chamou à atenção para a necessidade de maior apoio à cultura numa fase como a que vivemos. Já a vereadora da Juventude do Município de Famalicão, Sofia Fernandes, assumiu que a escolha de Rodrigo Santoro para a principal homenagem do ano foi certeira. “Uma vez que já estávamos a iniciar a parceria com o Festival de Curtas de São Paulo, achamos por bem destacar o ator que, para além de ser muito amigo de Portugal, tem uma carreira de sucesso internacionalmente. Por isso, decidimos escolhê-lo como nome central da homenagem deste Ymotion”, afirma a vereadora.

Fotografia ©Nuno Sampaio

Assumindo as dificuldades de organização do festival num tempo de pandemia, Sofia Fernandes disse ainda à RUA que esta edição do Ymotion foi “uma verdadeira adaptação”, tecendo comentários muito positivos à estratégia encontrada para permitir levar o cinema aos mais jovens. “Nos começamos com dificuldades logo em março, quando entramos em estado de pandemia. Nessa altura, estávamos com as sessões de visualização das curtas que foram vencedoras na quinta edição do festival, portanto, a dificuldade começou quando tivemos de anular algumas visitas que tínhamos organizadas às universidades, por exemplo. Tivemos de refletir muito e decidimos fazer a maior parte das sessões online. Aliás, o ciclo formativo, em maio, já se realizou exclusivamente online. Tivemos alguns receios, mas tudo se desenrolou da melhor forma, com muito sucesso. A partir daí, fomos esboçando, quase dia a dia, um plano A e um plano B para as sessões de encerramento deste mês de novembro. Optámos então por fazer um programa presencial (com público reduzido) e em live streaming. Gostávamos de celebrar o cinema jovem famalicense e português de uma outra forma, com a casa cheia, mas não sendo possível esta foi a melhor opção. Todos nós nos estamos a adaptar a esta nova vida e o Ymotion foi uma verdadeira adaptação”, assegura a vereadora Sofia Fernandes.

De referir que nomes reconhecidos como o argumentista Tiago R. Santos, a realizadora Luísa Sequeira, o jornalista Tiago Fernando Alves, a diretora de casting Patrícia Vasconcelos, o jornalista Samuel Silva e o realizador Pedro Cabeleira fizeram parte do júri desta sexta edição do Ymotion.

Para conhecer todos os vencedores do Ymotion de 2020, clique aqui.

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