Revista Rua

2018-10-29T17:53:30+00:00 Música

A World Music dos Shaduf num concerto memorável

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©Nuno Sampaio
Nuno Sampaio29 Outubro, 2018
A World Music dos Shaduf num concerto memorável
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Shaduf é uma banda oriunda da cidade de Guimarães que alia a música tradicional portuguesa a influências do Jazz. Na passada sexta-feira o quarteto vimaranense apresentou o seu primeiro trabalho no Santa Luzia ArtHotel naquele que foi também o primeiro concerto da banda.

No final estivemos à conversa com Catarina Valadas, vocalista da banda, que falou sobre este novíssimo projeto e também sobre o estado da música portuguesa.

Como surgiu o grupo?

O grupo surgiu, em primeiro lugar porque o Hélder Costa, mentor deste projeto, pensou em juntar esta malta toda pelos backgrounds de cada um e por achar que um poderia fazer aqui uma magia. Na verdade, vimos de meio muito díspares: tradicional, rock, etc.

Já sei que vêm todos de meios muito diferentes da música. Como é possível juntar esta gente toda e chegar a um som tão próprio, tão vosso?

Apesar de termos todos backgrounds muito diferentes, temos todos uma paixão em comum, a música tradicional, de raiz tradicional portuguesa. Todos procuramos chegar a um novo som, com novas coisas a acontecer dentro da música tradicional, porque é um meio muito aberto a sonoridades diferentes.

Uma delas o Jazz…

Exatamente. Na verdade, todos gostamos muito de Jazz! No final o nosso som é o resultado dos bocados diferentes de cada um.

Já conseguem definir o vosso estilo musical?

Os rótulos são sempre complicados, mas o que sabemos é que somos um projeto dentro a World Music e estamos à procura da nossa sonoridade. Ainda estamos muito no início para definir já o nosso estilo, mas se calhar a magia é não saber ao certo qual é que é e ir descobrindo.

Como surgiu a ideia de aliar a música à poesia?

Essa ideia surgiu de uma de muitas das nossas procuras. Para além de criar um novo som dentro da música tradicional, também queremos pegar em poetas portugueses. Há muita coisa por ser pegada ainda. Também vamos ter espaço para criar as nossas próprias letras, mas achamos que ainda existe muita coisa para explorar e muitos poetas portugueses interessantes para musicar.

Para já chegamos ao João de Deus e já temos dois temas dele.

Sempre em português?

Sim, sempre em português.

Algum dia podem divergir para outras línguas?

Pessoalmente não tenho nada contra em cantar noutras línguas. No nosso caso como a génese daquilo que fazemos é a música tradicional portuguesa, não vejo o porquê de usarmos outras línguas.

Como achas que está o panorama da música portuguesa, cá e lá fora?

Temos muito projetos neste momento a acontecer cá, muita coisa boa. Temos a velha guarda, como Sérgio Godinho ou Jorge Palma que continuam em grande, assim como muitos projetos importantes a acontecer que muitas vezes não têm espaço nas rádios, mas com um pouco de pesquisa chegamos lá. A música portuguesa está de boa saúde!

Lá fora sinto que a música portuguesa tem singrado bastante e também criado o seu próprio espaço.

Esta foi a vossa primeira apresentação ao vivo. Como é que foi esta experiência?

Foi super gratificante, claro! Estávamos nervosos (risos). Mas foi muito bom, depois de dias e dias intensivos de estúdio e de sala de ensaios, finalmente poder mostrar às pessoas.

O que têm planeado para os próximos tempos?

No mês de novembro vamos lançar o primeiro single, “O Avarento”. Entretanto estamos a fechar datas e ainda não podemos divulgar muita coisa.

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