Revista Rua

2020-03-25T14:41:22+00:00 Opinião

Agradecer será sempre pouco

Saúde
Catherine Pereira
Catherine Pereira
25 Março, 2020
Agradecer será sempre pouco

Os últimos meses têm sido, efetivamente, muito conturbados.

O mundo encontra-se num cenário de emergência de saúde pública, travando uma nova batalha com um vírus nunca antes identificado no ser humano, conhecido como COVID-19, e que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar esta doença como uma pandemia.

Sabemos que, perante uma emergência de saúde pública mundial é fundamental uma coordenação na preparação e resposta das ações imediatas para a prevenção e contenção da doença, bem como a cooperação de todos os intervenientes, de todos os países envolvidos, com o objetivo comum de estabilizar a pandemia e, assim, proteger vidas.

Não estando diretamente no terreno, imagino que a assistência ao doente em situação de emergência, pelo seu carácter de complexidade, proporciona diversas vivências aos profissionais que, estando na linha da frente, demonstram ter uma capacidade de altruísmo inexcedíveis.

Devemos ser-lhes muito gratos… Gratos pelo esforço diário, pelo tempo que dedicam aos outros, pela grandeza de colocarem o doente como prioridade e, acima de tudo, pela capacidade de substituírem o cansaço pelo dever de cuidar do outro.

Falamos de homens e mulheres que não têm tempo para parar, nem ter medo, numa dádiva de amor profundo, ajudando aqueles que podem ser os nossos (ou nós mesmos).

Nesta altura, é fundamental cumprirmos com todas as regras que nos são impostas para ajudarmos todos aqueles que estão na linha da frente para travar esta pandemia.

Ficarmos em casa é uma forma de amor, por nós e pelos outros… Cumprirmos as regras da lavagem das mãos e das medidas de etiqueta respiratória é uma forma de amor. Esperarmos que esta pandemia passe para visitarmos aqueles que amamos é uma forma de amor.

E nas grandes batalhas, o amor vence sempre, certo?

Sobre o autor
Assessora de imprensa na área da Saúde

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