Revista Rua

2021-02-12T10:19:46+00:00 Bússola, Viagens

American Tourister x Revista Rua: Em viagem com Francisco Faria

Francisco Faria tem 28 anos e é um apaixonado pelo mundo da moda e das viagens.
Redação12 Fevereiro, 2021
American Tourister x Revista Rua: Em viagem com Francisco Faria
Francisco Faria tem 28 anos e é um apaixonado pelo mundo da moda e das viagens.

Bilhete de Identidade

Nome: Francisco Faria

Idade: 28

Curiosidade sobre o próprio: não gosto de andar de avião

Como escolhe os destinos de viagem?

As minhas viagens dividem-se entre viagens de trabalho e de lazer. Quando se trata de trabalho não tenho muita autonomia no destino. Depende se vou ficar no destino durante uns tempos em castings e meetings (“on stay”) ou se vou fazer um trabalho e volto. Já cheguei a ir e vir no mesmo dia a Puglia só para um shooting.

Quando falamos de férias, seja sol ou neve, ofereço-me sempre para ser eu a marcar os voos, para que ninguém hesite e para ter a garantia que vai mesmo acontecer. Digo sempre “se for mesmo para ir, por mim marco hoje”.

Top 3 viagens inesquecíveis:

Cuba: Foi uma viagem muito especial, com dois dos meus melhores amigos. Certamente a melhor viagem que fiz até hoje.

Muitas pessoas que visitam a ilha vão num registo diferente do nosso porque vão para resorts e não conhecem o melhor da cultura cubana. E viajar não é só ver outras culturas, mas sim, vivê-las.

Para além das praias paradisíacas, os carros clássicos, a música e as pessoas, houve um passeio a cavalo pelo vale que fizemos em Viñales, que me marcou muito. Começámos ao fim da tarde e quando demos por nós estava tudo escuro, só se viam as estrelas e só se ouvia o galope dos cavalos. Gostava de conseguir transmitir a sensação que todos partilhamos naquele momento, mas foi algo arrepiante.

Onde ficar: nós dormimos quase sempre em casa de cubanos, deslocámo-nos nos carros deles, e comemos à mesa com eles. Algo que eu nunca tinha feito e foi enriquecedor no sentido em que comecei a dar valor a pequenas coisas que temos como garantidas, por ter tido um contacto tão íntimo com estas pessoas.

Eles vivem numa realidade muito diferente da nossa e têm muitas limitações em coisas tão simples que nós temos como garantidas, como por exemplo o acesso à internet.

Mal posso esperar por voltar e conhecer o resto da ilha.

Onde comer: La Guarida (Havana), Restaurante Panorâmico Balcon del valle (Vinãles)

Ibiza: Passou a ser um sítio obrigatório de fim de verão para mim. Certamente o meu destino preferido da Europa e, sempre que visito, descubro lugares novos incríveis.

Onde Ficar: Petunia

Onde comer: La Paloma; Jondal; La Granja, Casa Maca.

Sunset: Es Vedrà; Xperimental beach;

Noite: Circo Loco at DC10

Praia: Cala escondida

Flórida: Escrevi Flórida e não especifiquei mais porque acho que é obrigatório conhecer mais do que Miami. Há três anos, fiz esta american trip com três amigos. Fomos cerca de 15 dias e confesso que superou muito as minhas expectativas.

O que fazer: Quando eu achava que ia apenas fazer praia, esta viagem tem muito mais do que isso: os rooftops de Brickell, as vibes de Miami Beach, noites sem fim, passeios de barco, os jogos da NBA, a Disney World em Orlando, as voltas de LED paddle pelos canais, é toda uma oferta sem fim…

Fiz esta viagem em novembro. Um mês depois, senti que tinha de voltar e fui morar três meses para Miami.

Entretanto, quando regressei, consegui obter o visto para poder trabalhar lá. Assim que a pandemia acabar, é nos EUA onde me vejo a passar a minha próxima temporada.

Onde comer: Casa Tua (italiano), Lilikoi/Pura Vida (saudável), Shake Shack (fast food).

Onde ficar: Miami Beach.

Histórias curiosas ou peripécias inesquecíveis que tenham acontecido durante uma ou duas viagens?

A roadtrip que fiz em Miami foi uma experiência inesperada: ora, é perto e acessível ir às Bahamas a partir de lá. Se não me engano, na altura tínhamos conseguido arranjar uma viagem de barco por 100$. No dia da partida, havia uma tempestade no mar e o nosso cruzeiro foi cancelado. No início, ficámos muito frustrados por o mau tempo ter arruinado o plano. Mas decidimos arranjar um plano B para aproveitar o resto das férias. À frente do nosso hotel havia uma empresa de aluguer de automóveis e, uma vez que estávamos em Miami Beach, quisemos ser excêntricos e alugamos um Mustang Cabrio amarelo. Fizemo-nos à estrada, atravessámos o parque natural de Everglades para ver os crocodilos e fomos para Oeste. Começamos a subir a costa e fizemos paragens em Marco Island, Cape Coral, Fort Mayers até ao melhor sítio para ver o pôr do sol: Sanibel. Depois descemos e o mais o incrível foi, sem dúvida, o caminho até Key West. As Florida Keys (ilhas) estão ligadas por umas pontes e, a certa altura, à nossa volta só se vê água durante alguns quilómetros. Depois regressámos a Miami, onde ficámos mais uns dias a aproveitar o resto das férias. Não fomos às Bahamas, mas contornamos a situação com um plano mais divertido e acabamos por nos divertir mais e conhecer mais sítios, que nos surpreenderam imenso.

Em Cuba, pedimos a uma desconhecida para nos tirar uma foto épica, nus, a saltar para a água!

Qual a situação mais maravilhosa, chocante ou diferente que viveu em viagem?

A nível profissional, eu acho que as grandes conquistas no mundo da moda, tive-as lá fora. O meu primeiro grande desfile foi em Milão. Marcou a minha vida.

O que aprendeu numa viagem que ficou como ensinamento para a vida ou que se tornou marcante?

As viagens de trabalho ensinaram-me a ser mais disciplinado e responsável. As outras, a expandir a visão do mundo e da vida.

O que não pode faltar numa mala de viagem American Tourister?

Airpods, venda para os olhos para dormir durante as viagens, um livro, adaptador para carregador, máquina analógica descartável.

Dicas de viagem que acha úteis?

Pesquisar e pedir recomendações dos melhores sítios para fazer um roteiro antes de ir; marcar pelo menos o primeiro sítio para dormir. Levar sempre boxers e meias a mais, tenho sempre receio de que seja necessário. À parte dos bens materiais, importante irmos de mente aberta, dependendo do sítio para onde formos, conversarmos com os locais, absorver e tirar proveito da cultura. São coisas que nos enriquece!

O melhor de viajar é:

Viajar alimenta a alma. Faz-me feliz!

Bucket list (locais a visitar, comidas a experimentar, experiências a ter, sítios onde ficar, etc.)?

Gostava muito de fazer um safari, ir à Islândia e ver as auroras boreais.

 

Para conhecer melhor o Francisco Faria e acompanhar as suas viagens, visite a sua página aqui.

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