Revista Rua

2019-07-19T18:14:03+00:00 Cultura, Outras Artes

Andy Warhol é a estrela da nova exposição em Cerveira

“Pure Pop Art” é o nome da exposição que inaugura amanhã, dia 13 de julho, pelas 18h, no Fórum Cultural de Cerveira. A figura maior do movimento pop art, o americano Andy Warhol, é o ponto alto da exposição.
Fotografia ©Nuno Sampaio
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira12 Julho, 2019
Andy Warhol é a estrela da nova exposição em Cerveira
“Pure Pop Art” é o nome da exposição que inaugura amanhã, dia 13 de julho, pelas 18h, no Fórum Cultural de Cerveira. A figura maior do movimento pop art, o americano Andy Warhol, é o ponto alto da exposição.

De 13 de julho a 19 de outubro, o Museu Bienal de Cerveira, considerado recentemente pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) como o Melhor Museu Português, recebe no seu fórum cultural a exposição Pure Pop Art, com curadoria da espanhola Ángeles Rodríguez Baliño e com o apoio da Fundação Cum Laude. Nomes icónicos como Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Steve Kaufman, Keith Haring, Robert Rauschenberg, Mel Ramos, Pietro Psaier, Robert Indiana e a portuguesa Joana Vasconcelos marcam presença nesta exposição que traz o melhor da pop art mundial a Vila Nova de Cerveira.

“É uma exposição inédita em Portugal, trazendo a Cerveira nomes muito fortes. As obras são originais e fazem parte de uma coleção de uma empresa gráfica espanhola, chamada MBA. Há cerca de dois anos, visitámos esta exposição em Ourense e ficámos com o bichinho de a trazer para cá. Finalmente conseguimos e é um orgulho enorme ter estas peças cá em exposição depois de uma exposição de homenagem ao pai da Bienal de Cerveira, Jaime Isidoro”, conta-nos António Cabral Pinto, diretor artístico da Fundação Bienal de Cerveira. “É também uma honra trazer a Joana Vasconcelos com a peça Petit Gâteau, integrando-a nesta exposição. Joana Vasconcelos nunca tinha pisado Cerveira, o que nos fazia certa impressão. Conseguimos então ter cá uma obra dela, apesar da ideia original ter sido integrar a peça do sapato Marilyn nesta exposição. Infelizmente, a obra não estava disponível de momento”, acrescenta o diretor artístico.

Andy Warhol Fotografia ©Nuno Sampaio

Andy Warhol é então a figura central da exposição. As suas serigrafias, desde as icónicas sopas Campbell’s aos retratos de Marilyn Monroe ou Mao Tsé-Tung, são o convite imperdível para uma visita a esta exposição. “Temos a exposição estruturada em três ambientes: em primeiro lugar, no espaço central do fórum, apresentamos uma homenagem à criatividade de Andy Warhol e ao movimento em si, incluindo aí também a obra de Joana Vasconcelos – é um orgulho e uma responsabilidade contar com ela nesta exposição. Já no piso superior do fórum estão presentes as fontes de inspiração do movimento de pop art, que é um movimento artístico de massas, que fala de uma arte popular, muito intuitiva e muito plástica. Essas tais fontes de inspiração são principalmente as características da sociedade norte-americana dos anos 60, apesar do movimento ter nascido na Grã-Bretanha nos anos 50: a banda desenhada, a televisão, a nova mitologia contemporânea que são as estrelas de Hollywood (como Frank Sinatra, Elvis Presley ou James Dean) e um elemento muito fundamental, o dinheiro”, explica-nos a curadora Ángeles Rodríguez, adicionando: “Também dedicamos a exposição ao princípio e ao fim do movimento, com uma sala dedicada a Robert Rauschenberg, artista que faz a transição entre o expressionismo abstrato (que é o movimento anterior) e a pop art, e Mel Ramos, que faleceu no ano passado”. Entre salas, é impossível não pararmos para contemplar as Coca-Cola, um elemento de peso na pop art e na vida americana.

“Pensamos em criar uma exposição que surpreendesse o visitante, que fosse divertida e que despertasse a curiosidade. É uma exposição didática de um movimento que nunca perdeu peso nem valor. E ter a Joana Vasconcelos aqui nesta exposição é um luxo. Ela é a grande dama da arte contemporânea portuguesa!”, assegura Ángeles.

Assumindo novamente uma posição descentralizada em termos de oferta cultural, Vila Nova de Cerveira mostra-se como uma autêntica capital das artes. “Descentralizar a arte é um trabalho que começou em 1978 com Jaime Isidoro e que nós queremos continuar em homenagem ao próprio fundador da Bienal. Não é fácil. É um trabalho complicado porque nem sempre os meios de comunicação se deslocam até Cerveira”, confessa o diretor artístico da Fundação Bienal de Cerveira, António Cabral Pinto, deixando um convite às famílias para comparecerem no momento de inauguração de dia 13 de julho, pelas 18h. “Peço sobretudo que tragam os mais jovens porque eles são o futuro e a evolução da própria arte!”.

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