Revista Rua

2020-10-14T15:52:24+00:00 Cinema, Cultura

As 11 promessas da representação nacional. Conhece estes atores?

São jovens, talentosos, com percurso no teatro, na televisão e até no cinema. Confira a nossa lista!
Redação
Redação10 Outubro, 2020
As 11 promessas da representação nacional. Conhece estes atores?
São jovens, talentosos, com percurso no teatro, na televisão e até no cinema. Confira a nossa lista!

Se existe algo em Portugal é talento. Com atores a começar a sua carreira, outros a fortalece-la e alguns a dar que falar além-fronteiras, a RUA está atenta e pretende acompanhá-los. Já ouviu falar deles?

Alba Baptista, a primeira protagonista portuguesa da Netflix

É, talvez, a artista atualmente mais conhecida pela sua participação na série Warrior Nun, em que protagonizou Ava. Alba nasce em julho de 1997 em Lisboa, filha de brasileiros, provenientes do Rio de Janeiro. É fluente em inglês, espanhol, francês e alemão. A sua paixão pela representação já a acompanha desde os 15 anos. Em 2014, estreia-se na curta-metragem Miami de Simão Cayatta, na qual interpretou Raquel. Admite ter sido a partir deste filme que descobriu que a representação seria o caminho a seguir. “Na verdade, foi por causa de Miami que eu percebi que amo isto e que quero explorar, aprender e crescer”, afirmou. Nesse mesmo ano, estreia-se em televisão na novela Jardins Proibidos, onde interpretou Inês Correia. Em 2016, dá vida a Beatriz Varela, na novela da TVI A Impostora e em 2017 estreia-se na RTP1 com a série Filha da Lei, em que faz um papel mais “ousado”, interpretando Sara Garcia, uma bissexual. Também participou em Madre Paula e Sim, Chef. Neste início de carreira, Alba admite que a sorte é um fator importante, mas não preponderante. “Ao início é sempre preciso sorte. É a vida a dar-te um empurrão. E o difícil não é chegar a esta indústria, o difícil é permanecer”, realça Alba.

O maior marco da sua carreira até aos dias de hoje foi a participação na série da plataforma Netflix, um trabalho que a atriz já procurava há imenso tempo, uma vez que sempre quis fazer uma série em inglês. Quando recebeu as cenas da série diz que adorou a sua personagem, mas achou que não iria ser chamada. No entanto, foi escolhida para protagonista e a série teve imenso sucesso.

Para o futuro Alba quer poder escolher os seus papéis e avisa que existem várias “coisinhas” em que está a trabalhar. O segredo é, portanto, a melhor “alba” no negócio.

Rafael Morais, à conquista de Hollywood

Nasceu a 25 de junho de 1989, em Coimbra, mas mudou-se para Lisboa aos 15 anos para estudar na Escola Profissional de Teatro de Cascais. A sua carreira no cinema começou em 2008, com a participação no filme Um Amor de Perdição, de Mário Barroso. Como Desenhar um Círculo Perfeito, de Marco Martins, e Sangue do Meu Sangue, de João Canijo, fazem parte do seu currículo que está intimamente ligado aos filmes portugueses de sucesso.

Rafael Morais ©D.R.

Em busca de sucesso internacional, o ator mudou-se para Los Angeles, nos EUA, consciente de que o talento em Hollywood por vezes não basta: é necessário ter sorte, porque o mercado está super saturado. “Singrar em Hollywood é muito mais difícil do que qualquer pessoa imagina”, disse o ator. Contudo, com intenções de trabalhar entre Portugal e Los Angeles, o ator conseguiu bastante visibilidade no projeto da Netflix, White Lines, onde interpretou a versão jovem de Boxer – o personagem que foi atribuído ao também português Nuno Lopes.

Daniela Melchior e a experiência em The Suicide Squad

Com 23 anos, a atriz portuguesa natural de Lisboa tem dado que falar pelas suas participações em novelas, filmes portugueses e até projetos internacionais – como é o caso do filme The Suicide Squad, que estreará em 2021. A sua carreira começou em 2014, na novela Mulheres, seguindo-se a passagem por Massa Fresca, Ouro Verde ou A Herdeira. No grande ecrã, Daniela Melchior participou em O Caderno Negro, um filme luso-francês de Valeria Sarmiento com produção de Paulo Branco, e ainda Parque Mayer, realizado por António-Pedro Vasconcelos.

Daniela Melchior ©D.R.

Apesar da experiência muito diferente em The Suicide Squad, a atriz pretende continuar a estar disponível para projetos portugueses e não só. “A carreira em si é prioridade. Que tipo de projeto é e onde é? Não tenho prioridades concretas, gosto muito de receber o que a vida tiver para me dar”, disse a atriz recentemente.

Miguel Nunes, o futuro do cinema português

Natural de Lisboa, Miguel Nunes nasceu a 18 de abril de 1988 e é hoje considerado uma promessa no futuro do cinema português. No início da sua carreira, o ator esteve envolvido em projetos de sucesso na ficção nacional, como Morangos com Açúcar, Feitiço de Amor ou Dancing Days. No entanto, foi no cinema que Miguel Nunes encontrou a sua verdadeira paixão: os filmes Cartas de Guerra, de Ivo Ferreira e Anjo, da sua própria realização, destacam-se no seu percurso. Atualmente, o ator está a gravar a série Glória, a primeira série portuguesa da Netflix, que estreará em 2021.

Miguel Nunes ©D.R.

Para além do talento para a representação e realização, Miguel Nunes é um ativista das causas culturais, mostrando-se envolvido na discussão sobre o futuro da cultura portuguesa. “A produção de filmes está neste momento nas mãos de gente sem cabeça, que só sabe dar a mão ao dinheiro, e não às pessoas, muito menos a pensar os filmes tanto quanto os realizadores ímpares que o fazem. E o Estado mais uma vez coíbe-se da sua obrigação, de manter vivo o cinema português que é continuadamente reconhecido pelo mundo fora”, disse o ator.

Mikaela Lupu e o fascínio pelo pequeno ecrã

A atriz nasceu na Moldávia, em 1995, mas veio com os pais para Portugal aos cinco anos. Estreou-se em 2012 na série Morangos com Açúcar e, desde aí, tem conquistado o público português com personagens em projetos de sucesso, como Mundo ao Contrário, Os Filhos do Rock, Jardins Proibidos, A Impostora, Vidago Palace ou, mais recentemente, Nazaré.

Mikaela Lupu ©D.R.

Apesar do sucesso em território português, a atriz anseia por um projeto além-fronteiras, numa tentativa de iniciar uma carreira no estrangeiro. “Eu acho que o que me fascina em ir lá para fora é a variedade de projetos e estilos que se podem fazer. Infelizmente, aqui estamos um bocadinho limitados. Há pouco mercado e poucas oportunidades. Eu tenho estado a trabalhar um bocadinho nisso, já tenho manager americana, através de um filme que fiz cá, e na quarentena fiz castings, dos quais espero algumas respostas”, disse a atriz numa entrevista.

Kelly Bailey, a “primeira-dama” da ficção nacional

Kelly Bailey é a definição de luzes, câmara e ação. É parte da ficção nacional, dos filtros de Instagram, das redes sociais, cara das roupas de marca e dos sound bytes na guerra de audiências. Kelly Ribeiro Bailey nasce em 19 de fevereiro de 1998, filha de pai inglês e mãe portuguesa.

Kelly Bailey ©D.R.

A atriz luso-britânica assume que a sua paixão pela atuação já nasceu com ela. “Sempre quis ser atriz. Sempre fui “pateta” e fazia atuações para os meus pais e irmãos. Isso levou a que os meus pais me tenham inscrito em aulas de teatro. Foi aí que percebi que queria ser atriz. Não me lembro de nunca querer ser atriz”, revela na entrevista à Vogue Portugal. Faz a sua estreia na novela A Única Mulher, em 2015, na TVI e foi nomeada como a Atriz Revelação nos Troféus TV 7 dias. Em 2017 protagonizou A Herdeira. No ano seguinte, faz a sua primeira aparição no cinema em Linhas de Sangue. Não é de esquecer que também é a cara de grandes marcas. Apesar de investir imenso no seu conteúdo das redes sociais, Kelly Bailey não quer ser conhecida pela sua cara bonita, uma vez que acha que a imagem não é tudo. “Temos mais valor com conhecimento do que com beleza”, disse.

Para o futuro pretende realizar mais papéis e dar vida a personagens completamente diferentes de si. “Gosto da ideia de dar corpo e vida a pessoas totalmente diferentes de mim. Sei que muitas vezes, através delas, poderei vir a ter um impacto positivo na sociedade e isso cria em mim um forte sentimento de responsabilidade”, afirma.

João Maneira, o rapaz dos sete ofícios

João Maneira é o “rapaz dos sete ofícios”. Já fez novelas, filmes, teatro e até já apresentou o programa de Natal na SIC. João Maria Prates Lopes Santos Maneira nasce em 13 de setembro de 1995 e estreia-se na televisão aos 11 anos na novela Fala-me de Amor. Após deixar cair por terra a ideia de ser jogador de futebol, João nunca mais se viu a fazer outra coisa do que representar. Desde então, enche a televisão na interpretação variada de grandes papéis. Viveu uma adolescência atípica, mas confirma que se orgulha disso e que se sente responsável na mensagem que passa aos mais novos e adolescentes.

João Maneira ©D.R.

Apesar de agora ser crescido, a cara não nos é estranha. Interpretou papéis que acompanharam a nossa vida, como o João da novela Vingança, o Duarte da novela A Outra, o Zé Maria de Sentimentos e, talvez o mais conhecido, o Tiago de Floribella.

Atualmente, o ator pode ser visto na novela da SIC Nazaré, mas tem o sonho de dar vida a personagens para além das nossas fronteiras. “O meu sonho neste momento é trabalhar num bom projeto de ficção no Brasil, mas por agora tenho outros projetos em Portugal que também são importantes”, disse.

Mafalda Marafusta, uma atriz jovem que vive de emoções

Mafalda é uma das atrizes que realmente exprime emoções, tanto no seu trabalho como na sua vida pessoal. Mafalda Marafusta Nunes tem 29 anos e desde sempre confessa não ter tido “uma cidade-berço”, já que a sua mãe, por motivos profissionais, tinha de se mudar muito regularmente. Já passou por Guimarães, Portimão, Évora e Lisboa e isso incapacitou-a de manter longas amizades. Mafalda é fã do verbo “ir”, ir em viagem, sobretudo se o ir for acompanhada por natureza.

Mafalda Marafusta ©D.R.

A sua vida artística começou em 2014, na RTP1, na novela Água de Mar, onde a sua personagem era Renata Antunes. Em 2016 muda-se para a SIC e faz uma participação especial na novela Poderosas. Em 2017 participa em Ouro Verde, na TVI, como Cátia Sampaio, em 2018 interpreta Beatriz Rivera em A Herdeira e, atualmente, é Maria Isabel Romão em Quer o destino. Já fez filmes, como o Belonging e Telefone Estragado, e até workshops sobre escrita criativa. É vencedora do Troféu de Televisão, pelo projeto Massa Fresca, sendo nomeada como Melhor Atriz.

Bárbara Branco, uma estrela em ascensão

Entra na casa de todos os portugueses em 2016 através de Guta, uma personagem da novela da TVI A Impostora. É uma jovem lutadora de 20 anos que não parou de investir na sua formação até conseguir fazer aquilo que mais a apaixona: a representação. Relembra que a sua paixão começou quando interpretou um anjinho durante as peças de teatro que ia ver com a sua avó materna na igreja.

Bárbara Branco ©D.R.

Nos últimos anos tem somado vários projetos como Bem Bom, Na Corda Bamba, A Impostora, Dança com as Estrelas e A Tua Cara não me é Estranha. Uma atriz que apesar de jovem reinventa-se em todos os géneros, seja na música, dança ou representação, e promete que ainda mais projetos estão por vir no teatro. Não admira que tenha sido nomeada para o prémio de Melhor Atriz pela Sociedade Portuguesa de Autores, ao lado de nomes como Beatriz Batarda e Ana Cris.

Jani Zhao, a atriz que quer quebrar estereótipos

Com uma educação caracterizada pela mesma como “fora da caixa”, a atriz de 27 anos nasceu em Portugal, mas é filha de pais chineses. Viveu em Xangai e nos EUA e quando fez seis anos regressou a Portugal. Por se sentir muito diferente dos demais, mas igual a tantos outros, desde cedo entendeu que acabar com os estereótipos seria o seu propósito e nada melhor que a representação como ponto de partida.

Jani Zhao ©D.R.

Começou como modelo até que conseguiu o papel da hippie Ashie na novela Floribella. Desde aí o “bichinho da representação” permaneceu sempre dentro de si e em 2008, na novela Rebelde Way, Hoshi ganha vida. Em 2009 participa na novela Sentimentos e em 2010 em Morangos com Açúcar. Em 2015 procura sucesso além-fronteiras e participa na telenovela angolana Jikulumessu da TPA2. Jogo Duplo e Sul foram os dois projetos mais recentes da atriz na televisão portuguesa.

 

Rodrigo Tomás, uma promessa da ficção portuguesa

Um jovem ator que se formou na Escola Profissional de Teatro de Cascais e frequenta a Licenciatura em Representação na Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 2019, começou por participar nos filmes SNU de Patrícia Sequeira, A Herdade de Tiago Guedes e, já em 2020, Terra Nova de Artur Ribeiro.

Rodrigo Tomás ©D.R.

Na televisão fez parte do elenco de Na Corda Bamba, de Rui Vilhena, A Teia de André Ramalho e Jogo Duplo de Maria João Costa. Participou, ainda, nas séries Três Mulheres e Soldado Milhões. Em teatro trabalhou com o encenador Carlos Avillez, Fernanda Lapa e André Marques Miguel. Com uma carreira em expansão, tudo indica que Rodrigo é uma das promessas da ficção portuguesa!

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