Revista Rua

2018-06-04T08:18:09+00:00 Descobrir, Viagens

Aventuras na natureza: um guia de sobrevivência

Se a Natureza chama por si e o convida a trilhos, seja a pé ou de bicicleta, aceite o convite de bom grado, mas nunca se esqueça que este tipo de aventura exige cuidados – básicos e simples. Esteja preparado e parta à descoberta das maravilhas naturais!
Redação
Redação4 Junho, 2018
Aventuras na natureza: um guia de sobrevivência
Se a Natureza chama por si e o convida a trilhos, seja a pé ou de bicicleta, aceite o convite de bom grado, mas nunca se esqueça que este tipo de aventura exige cuidados – básicos e simples. Esteja preparado e parta à descoberta das maravilhas naturais!

Antes de iniciar um percurso 

É muito importante planear o passeio e saber as restrições que poderão existir. Ter conhecimento do trajeto evita percalços.

Certifique-se que as condições climatéricas são favoráveis. Evite realizar atividades na natureza em dias em que haja previsão de chuva, trovoada e nevoeiros, principalmente se o seu percurso é pela montanha. É muito comum, em locais acima dos 800 metros, a mudança rápida de condições climatéricas.

Evite percorrer os trilhos sozinho, especialmente em terrenos que desconhece ou em áreas de montanha. Mesmo assim, caso decida aventurar-se sozinho, avise alguém ou alguma entidade sobre a sua partida e previsão de chegada, para que, em caso de emergência, saibam onde socorre-lo.

Leve consigo um mapa ou folheto com indicações sobre o percurso. Há percursos que já estão presentes em certas apps para smartphone, mas não se esqueça que, caso seja necessária ligação à internet, há locais cuja rede é bastante escassa.

Opte por vestuário e calçado simples e confortável – se necessário use calçado próprio de montanha. E não se esqueça: a cor amarela atrai os insetos! Se for alérgico às picadas, faça-se acompanhar de repelente.

Seja prevenido! Agasalhos, alimentos, água e protetor solar devem estar na lista das coisas essenciais. Telemóvel, lanterna e isqueiro (apenas para uso em caso de emergência) também.

Lembre-se de levar um saco onde possa colocar o lixo que fizer. Nem sempre os trilhos têm locais próprios para deixar os resíduos.

 

Durante o percurso

Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça, mesmo por pequenos animais. E nunca alimente os animais selvagens.

Beba água, mantenha-se hidratado. Na época de calor, não caminhe entre as 12h e as 15h, devido à maior incidência de raios UV.

Não destrua o que quer apreciar. Deixe a natureza intacta. Tanto as plantas como os animais devem permanecer nos locais onde os encontrou – e as rochas também.

Tenha em consideração a sinalização existente, não saindo do traçado definido (até por razões de segurança).

Respeite a cultura local. Não quebre, corte ou magoe a flora e fauna que encontra. Tente também comprar produtos locais, ajudando assim a população. Respeite as tradições dos locais que visita!

Se pretende observar as aves, faça o percurso às primeiras horas da manhã ou ao entardecer.

Fotografe sem perturbar os animais ou danificar as plantas. Não se aproxime dos ninhos.

Respeite a propriedade privada! Há terrenos nas Áreas Protegidas que pertencem a particulares e, por isso, devem ser respeitados.

Tenha especial atenção às cancelas que poderá abrir. Feche-as sempre. Podem ser locais de pastagem de gado e não convém deixar passagens abertas.

Percursos de bicicleta

Há Áreas Protegidas que permitem o percurso de bicicleta todo o terreno, mas, no entanto, convém ter em mente alguns conselhos:

– Evite fazer os percursos sozinho.

– Use sempre capacete.

– Utilize sempre os percursos/trilhos predefinidos.

– Os trilhos são também percorridos por pessoas a pé e habitantes da região, por isso, dê-lhes prioridade. Zele pela sua segurança e a dos outros.

– Evite barulhos. Quanto mais ruído provocar, mais denuncia a sua presença e menor é a probabilidade de encontrar pelo caminho as espécies que vivem nas Áreas Protegidas.

Nota: Pode encontrar informações de segurança e outros conselhos úteis no site do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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