Revista Rua

2018-09-25T17:03:19+01:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Bienal de Cerveira encerrou em grande no passado fim de semana

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Fotografias ©Miguel Estima
Miguel Estima25 Setembro, 2018
Bienal de Cerveira encerrou em grande no passado fim de semana
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A bienal mais antiga da península ibérica encerrou as suas portas ao público no passado domingo. Foram 45 dias intensos de arte na vila que a acolhe desde 1978. São 40 anos onde a arte invadiu a pacata vila de Cerveira, transformando-a assim na vila das artes. Voltando a realizar-se em anos pares, a bienal deste ano foi um exemplo do melhor que se faz nas artes não só no nosso país, como no mundo. Foi uma bienal onde o espaço público foi invadido por instalações como Assalto ao Castelo, de Acácio de Carvalho, ou Vento, na Porta do Espírito Santo, de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais.

Os últimos dias de bienal foram os mais intensos. Na terça e quarta-feira, a performance Percaminho, com encenação e dramaturgia de Ana Mula e interpretação de Leonor Guise de Carvalho foi o destaque principal. A apresentação contava a história de uma mulher que não conseguia viver com a sua própria pele, mostrando a tentativa de adaptação a uma nova, surgindo assim um existência desigual àquela que trazia na pele inicial.

Na última sexta-feira à noite, foi a vez de Cerne, criado por Hugo Bonjour e com a performance de Joana Molt’Alverne, baseado na obra de Virgina Wolf, Orlando-Uma biografia. Baseado na personagem de Orlando, todo o discurso narrativo e cénico com as várias camadas de figurinos vem desses estados temporais e emocionais da personagem, criando assim diferentes leituras sobre o corpo e a aparência da imagem.

O sábado começou com uma performance dos alunos da Academia de Música Fernandes Fão, continuando com a apresentação do catálogo acima referido com os artistas e com a curadora Helena Mendes Pereira, seguido da performance de Manoel Barbosa, uma apresentação única estreada e apresentada juntamente com as alunas de Belas Artes: Grécia Paola, Sara Ramone e Beatriz Bizarro. Foi uma estrondosa apresentação de um dos mais prolíficos artistas nacionais da arte performativa. MUURMLGR invadiu o fórum da bienal, representando o pré-apocalíptico permanente e célere envolvimento corporal e visual e sonoro de todo o espaço.

A noite continuou com o pianista António Pinho Vargas, um dos mais reputados músicos portugueses da atualidade. Criando um som original que combina a magia do jazz com o clássico contemporâneo de uma forma muito peculiar e única.

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