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2020-02-13T23:59:23+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Braga é a Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2020

A cidade minhota é a sexta cidade a ostentar o título, celebrando a cultura e a cooperação transfronteiriça.
Fotografia ©Design Station
Redação
Redação13 Fevereiro, 2020
Braga é a Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2020
A cidade minhota é a sexta cidade a ostentar o título, celebrando a cultura e a cooperação transfronteiriça.

Durante o ano de 2020, Braga é reconhecida como a Capital da Cultura do Eixo Atlântico (CCEA), um título que visa incentivar o “envolvimento da comunidade na crescente dinâmica cultural não apenas da cidade de Braga, mas de todo o território transfronteiriço” e “contribuir para a consolidação e difusão da Cultura do Noroeste Peninsular”, numa tentativa consciente de criar uma oportunidade que “será uma ponte importante para a construção da candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura em 2027”.

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A cerimónia de abertura oficial aconteceu no passado sábado, no Altice Forum Braga, com a presença do músico bracarense Daniel Pereira Cristo e a SondeSeu Orquestra Folk, um espetáculo que, segundo a autarquia, colocou no “presente e na contemporaneidade os instrumentos e sonoridades étnicas”, numa tentativa de valorizar a continuidade dos sons que marcam esta região transfronteiriça. A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Braga, recentemente apontado como Presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, da Vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias, do Secretário Geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, do vice-presidente do Eixo Atlântico e alcaidesa de Lugo, Lara Álvarez, do Conselheiro da Cultura da Junta da Galiza, Román Rodriguez e do Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Eixo Atlântico, Alfredo García.

Braga sucede assim a Santa Maria da Feira no compromisso de Capital da Cultura do Eixo Atlântico, garantindo uma programação diversa e pluridisciplinar com a identidade cultural do Eixo Atlântico como fio condutor. O programa inclui eventos de referência do Município de Braga e um conjunto alargado de novas iniciativas que contam com a colaboração de agentes culturais dos municípios do Norte de Portugal e da Galiza. Neste momento, por exemplo, a Casa dos Crivos em Braga recebe a exposição Instrumentos Musicais e Populares do Noroeste Peninsular, patente até 29 de fevereiro, e o Theatro Circo recebe a 23 de fevereiro o concerto Tributo a Zeca Afonso, com a Orquestra Filarmónica de Braga, Canto D’aqui, Coro de Pais do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, Orfeão de Barcelos e com os convidados Janita Salomé e Uxía, ambos eventos pertencentes ao ciclo cultural Convergências. A par da extensa programação, o Município de Braga irá criar um espaço cultural permanente onde serão expostas as obras galardoadas pela Bienal do Eixo Atlântico ao longo das sucessivas edições.

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Para Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga, a CCEA afirma-se como a celebração da cultura e cooperação transfronteiriça. “Queremos que a Braga 2020 – Capital da Cultura do Eixo Atlântico seja um momento de afirmação da nossa identidade e que contribua para aumentar a dinâmica cultural de cada uma das cidades que integram esta associação transfronteiriça”. Já a Vereadora da Cultura, Lídia Dias, partilhou que este é “um momento de particular maturidade para Braga e para a dinâmica cultural que tem sido desenvolvida nos últimos seis anos”, acrescentando: “Se queremos afirmar-nos como uma Capital de Cultura temos que partilhar experiências com aqueles que nos rodeiam e procurar estabelecer pontes, não apenas com os “fazedores” de Cultura do nosso território, mas com todos os bons exemplos que nos rodeiam. É esse o principal propósito desta Capital da Cultura, que vai apostar na criação e na diversidade das áreas de intervenção artística”.

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