Revista Rua

2020-11-09T16:52:16+00:00 Cultura, Fotografia

Campo Pequeno Art Gallery acolhe nova exposição de João Carlos com entrada livre

A exposição pode ser conhecida todos os dias, das 11h00 às 22h00, até ao dia 7 de janeiro, com entrada gratuita.
Redação
Redação9 Novembro, 2020
Campo Pequeno Art Gallery acolhe nova exposição de João Carlos com entrada livre
A exposição pode ser conhecida todos os dias, das 11h00 às 22h00, até ao dia 7 de janeiro, com entrada gratuita.

A Campo Pequeno Art Gallery acolhe a mais recente exposição Fases de Isolamento do fotógrafo português, João Carlos. Com entrada gratuita, a exposição está patente até dia 7 de janeiro, podendo ser visitada todos os dias.

Partindo da necessidade de adoção de medidas que visem a segurança de todos face ao surto de Covid-19, a permanência em casa e o distanciamento social são regras claras para o impedimento da propagação do vírus. Mas nesta vivência de um tempo que é tão incerto, em que aspetos se avalia o impacto que estas medidas têm na saúde mental? É a partir desta perspetiva que o fotógrafo português, ainda que nascido em Nova Iorque, interpreta as diferentes fases de isolamento e as respetivas emoções, numa exposição imperdível na Campo Pequeno Art Gallery.

Com uma série de fotografias premiadas pelo IPA – Internacional Photography Awards, a exposição remete para uma calendarização das possíveis diferentes fases de uma situação de isolamento, assim como as repercussões que situações como esta podem afetar a saúde mental do ser humano. Conhecido pelas suas explorações artísticas que começam com a pintura e as artes plásticas – tendo estudado no Instituto de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa – esta exposição do fotógrafo versátil de moda e fine art remete para um trabalho de 15 obras, nas quais contou com o auxílio de Fabrícia Pereira e Rodrigo Castelhano, para criar estas imagens de apelo à saúde mental.

Assim, o fotógrafo português procurou caracterizar cinco semanas de isolamento. A “Semana Um” marca um ajuste e um período de adaptação a uma nova realidade, ainda que temporária, na qual há uma necessidade de trabalhar em casa, 24 horas por dia, sete dias por semana. Aqui o medo é evidente e a incerteza é abundante, promovendo um aumento dos níveis de ansiedade. Segue-se a “Semana Dois” de tédio e frustração, onde à medida que se lida com um novo mundo há um maior sentimento de desespero, perda de motivação e tristeza. “Semana Três ou Quatro” é uma fase de raiva e incertezas que antecipam a “Semana Cinco” – a fase da adaptação, na qual as pessoas começam a encarar a nova realidade como a certa.

A exposição pode ser conhecida todos os dias, das 11h00 às 22h00, até ao dia 7 de janeiro, com entrada gratuita.

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