Revista Rua

2021-03-15T15:34:29+00:00 Cultura, Outras Artes

Caroline Naphegyi e Sam Baron propõem um diálogo transfronteiriço no programa francês da Porto Design Biennale

Porto Design Biennale apresenta França como país convidado.
©D.R.
Redação15 Março, 2021
Caroline Naphegyi e Sam Baron propõem um diálogo transfronteiriço no programa francês da Porto Design Biennale
Porto Design Biennale apresenta França como país convidado.

A Porto Design Biennale convida a França para a sua segunda edição em 2021. A fim de melhor conceber o futuro, Alastair Fuad-Luke (GB), o Curador Geral da Bienal, propõe-se questionar o presente por forma a conceber alter-realidades desejáveis em torno de quatro grandes eixos: “alter-paisagens, alter-produção, alter-cuidado e alter-vivências”

Virar o foco para a utilidade da prática do design, revelando a sua capacidade para questionar a realidade, desafiar a complexidade e propor conceitos e adaptações para um mundo mais próximo e justo: é esta a proposta curatorial da dupla Caroline Naphegyi e Sam Baron para a Porto Design Biennale 2021. Os criadores integram o programa do país convidado, França, desenvolvido em parceria com o Institut français du Portugal e a Embaixada de França em Portugal. Articulada com o tema geral proposto por Alastair Fuad-Luke (​Alter-Realidades: Desenhar o Presente)​ , o programa pretende ser um espaço de diálogo aberto entre as comunidades artísticas portuguesas e francesas, os cidadãos de Porto e Matosinhos e todos os visitantes da PDB. Conectar e estar conectado, partilhar e trocar, ouvir e comunicar serão os pólos que ambos pretendem unir através do que acreditam ser a capacidade do design para criar uma linguagem inclusiva.

Curadores, investigadores e criadores, Caroline Naphegyi e Sam Baron têm desenvolvido extenso trabalho na criação de pontes entre o design e outras disciplinas artísticas e académicas. Caroline Naphegyi foi, entre outros, curadora dos programas ​Lille Metropole 2020 – World Design Capital​, integrou o elenco de programação da Lille 2004 – Capital Europeia da Cultura e presidiu ao centro cultural e multidisciplinar francês, ​Laboratory,​ que alia o trabalho de artistas e cientistas. É também fundadora da empresa ​Tomorrowland e da ONG ​Design for change​. Sam Baron interessa-se em particular pela reinterpretação de métodos tradicionais de construção, trabalhando como designer independente, como consultor em empresas multinacionais e na direção de design do centro internacional de investigação ​Fabrica​. Em 2010, foi apontado por Philippe Starck como um dos dez designers mais importantes para a próxima década. Para a Porto Design Biennale, Caroline Naphegyi e Sam Baron desenvolveram um programa que aponta à ação e intervenção no território, que convocará, através de um processo inspirado no modelo do ‘cadáver esquisito’, pensadores, designers, arquitetos e críticos de design franceses e portugueses.

De acordo com Christian Tison, Conselheiro de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada de França em Portugal e Diretor do Institut français du Portugal , “ a participação francesa na Porto Design Biennale está no centro da nossa estratégia de valorização deste setor em Portugal e de iniciar um diálogo entre os atores de ambos os países, no quadro de uma política de colaboração produtiva a longo prazo”. “Perante a pandemia de Covid e outras potenciais crises futuras, os designers são aliados preciosos para uma reflexão coletiva a fim de inventar alternativas de vida e usos adaptados a novas situações”, conclui.

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