Revista Rua

2020-01-23T12:49:53+00:00 Radar

Casa da Juventude de Famalicão tem uma nova sala de multimédia à disposição dos jovens

O projeto dará novas oportunidades aos jovens do concelho para participarem no festival de cinema Ymotion.
Casa da Juventude de Famalicão ©Nuno Sampaio
Redação23 Janeiro, 2020
Casa da Juventude de Famalicão tem uma nova sala de multimédia à disposição dos jovens
O projeto dará novas oportunidades aos jovens do concelho para participarem no festival de cinema Ymotion.
©D.R.

A Casa da Juventude, em Famalicão, inaugurou na passada terça-feira uma nova sala de multimédia destinada a ser um espaço que disponibilize as ferramentas necessárias para jovens alunos dos cursos de multimédia terem a oportunidade de manusear material de alta qualidade que lhes permitirá desenvolver os seus projetos cinematográficos. Juntamente com as diversas oficinas que decorrem na Casa da Juventude, esta nova sala vem complementar o leque de oferta de oportunidades para os jovens do concelho terem acesso ao material que é necessário, com o intuito de poderem filmar e produzir as suas próprias curtas-metragens, assim como outros projetos relacionados.

Este novo espaço de experimentação audiovisual e multimédia é inaugurado a tempo do arranque de mais uma expectável edição do Ymotion – Festival de Cinema Jovem de Famalicão, que tem vindo a destacar o concelho, precisamente, como capital do cinema jovem português.  “No início da 6ª. edição do Ymotion, achámos que estava na altura de lançar esta sala, para também alavancar ainda mais o cinema jovem famalicense – e também português, porque o Ymotion já tem o seu lugar a nível nacional”, partilha a vereadora da juventude do município famalicense, Sofia Fernandes, continuando: “Sentimos a necessidade de ter este espaço, uma vez que é uma área muito procurada em Famalicão e temos muitos jovens a frequentar o curso de audiovisual e multimédia e que querem seguir esta área, mas, muitas vezes, quer as escolas quer as famílias, não têm estrutura financeira para possibilitar essa experiência. Este é um marco importante para a Casa da Juventude e para o pelouro da juventude, porque é um projeto único no país a acontecer dentro de um município”.

O crítico de cinema, Tiago Alves, também esteve presente na inauguração e, enquanto padrinho desta nova sala de multimédia, defende que: “Este é um passo à frente no tempo. Não é habitual uma Câmara Municipal disponibilizar este equipamento e, também, acompanhamento formativo, indo ao encontro de um público jovem”. Acerca do Ymotion, o crítico acredita que: “Marcou um determinado momento da divulgação do cinema em Portugal, no estímulo à criação artística nova no país, e este passo, seis anos depois, faz todo o sentido, porque coloca-os (aos alunos) no lugar de realização. Não é apenas uma questão de pedagogia, mas de formação e educação do gosto, dando aos alunos as ferramentas para eles poderem fazer acontecer. Acho isso completamente inovador”.

Sara Santos é a responsável pela sala de multimédia, mais concretamente pela dinamização e acompanhamento ao longo dos vários projetos que estão previstos, sendo que o primeiro inicia-se em março e prolonga-se até junho, tendo o nome de emerGENTE. Trata-se de um ciclo de quatro oficinas e surge como um catalisador de novas abordagens audiovisuais que visem a valorização da experiência, enquanto motor necessário para a transformação crítica e artística. “O intuito é permitir a mistura de diversas artes e mostrar aos alunos de que forma podem criar linguagens através dessa fusão. Eu acho que os alunos famalicenses têm muita vontade e uma sede de conhecimento e esta sala permite isso mesmo, que eles possam perceber todo o processo de cinema ou de fotografia analógica, ao passo que, de repente, são eles que estão a criar”, partilha Sara Santos.

À semelhança do que acontece em alguns espaços da Casa da Juventude, desde o estúdio de gravação ao laboratório de fotografia, é necessária uma prévia reserva e autorização para ter acesso ao espaço, com um custo mínimo (2,5€ por hora), para otimizar o uso da sala, nomeadamente o desgaste do material e também a logística de ocupação do espaço. “É um valor simbólico para também atribuir alguma responsabilidade aos jovens, visto que estão a manusear equipamento bastante caro”, conclui a vereadora.

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