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Chá Camélia: a surpreendente primeira plantação de chá na Europa

Os protagonistas deste projeto são Nina Gruntkowski e Dirk Niepoort, uma alemã e um duriense de origem holandesa, duas almas perseverantes e com curiosos hábitos de ver sempre mais além.
Redação
Redação1 Setembro, 2020
Chá Camélia: a surpreendente primeira plantação de chá na Europa
Os protagonistas deste projeto são Nina Gruntkowski e Dirk Niepoort, uma alemã e um duriense de origem holandesa, duas almas perseverantes e com curiosos hábitos de ver sempre mais além.

De um sonho partilhado por duas pessoas apaixonadas pelo mundo do chá, nasceria, em 2014, a primeira produção de chá na Europa. Hoje é já um projeto variado, no qual, para além da produção de Chá de Camélia, há a possibilidade de realizar visitas guiadas, fazer provas de degustação e ainda workshops para explorar o universo fascinante da produção de chá.

Os protagonistas deste sonho-desígnio-loucura são Nina Gruntkowski e Dirk Niepoort, uma alemã e um duriense de origem holandesa, duas almas perseverantes e com curiosos hábitos de ver sempre mais além. O sonho e a loucura são separados por uma linha muito ténue, a mesma que permitiu a materialização de uma vontade há muito ansiada: serem donos da primeira – e única – produção de Chá Camélia na Europa.

Há dois fatores que explicam a ausência deste tipo de chá na Velha Europa: a extrema exigência da produção (tratando-se de uma planta que demora cinco anos até à possível primeira colheita) e a dificuldade em encontrar condições climáticas favoráveis à sua plantação. Em 2011, tiveram a ideia de plantar chá em Portugal, num local particularmente húmido, mas onde as temperaturas raramente atingem graus negativos.

Nasceria, ali, em Fornelo – uma freguesia de Vila do Conde – a única plantação de chá na Europa, em 2014. Mas antes de se lançarem na produção em escala, a primeira experiência aconteceria no jardim da casa deste casal, no Porto, onde foi possível plantar os primeiros 200 pés de Camellia Sinensis. Cuidadosamente, os pés foram mudados para um novo terreno, em Fornelo, três anos após a plantação, tendo sido plantadas doze mil plantas – falamos de pouco menos de um hectare de chá. A terra anteriormente habitada por uma vinha abandonada foi limpa à mão, de modo a evitar o impacto da maquinaria pesada, tendo sido devidamente preservada, segundo princípios biológicos e com espírito biodinâmico – não fosse a sustentabilidade uma prática muito importante para Nina e Dirk, pelo que tudo o que é utilizado no processo de plantação provém do meio envolvente.

Anos mais tarde, já em 2019, surgia a primeira produção de chá verde, mais concretamente, de Chá Camélia, um chá biológico, produzido artesanalmente. Este é um chá de estilo asiático, de elevada qualidade, sendo feito a partir de folhas inteiras que permitem preservar todo o seu sabor. Da mesma forma, as embalagens são de vácuo – não em saquetas – na intenção de garantir uma utilização que ofereça o melhor resultado possível. É por esta mesma razão que um chá verde deve ser preparado com boa água, sem ser a ferver, e repetindo as infusões (que podem ir até cinco).

Estas noções podem ser exploradas nos workshops, organizados periodicamente, com o intuito de divulgar a cultura do chá e o seu universo envolvente, funcionando como uma imersão sensorial num novo mundo fascinante. Na plantação do Chá Camélia podem ser realizadas visitas guiadas, com a duração de duas horas, que incluem uma degustação de três chás no final. O preço é de 100€ por grupo (máximo de 12 pessoas) e a reserva deve ser garantida com alguns dias de antecedência. Os próximos já têm data marcada: 19 de setembro e 24 de outubro.

A 19 de setembro, As Cores do Chá é um convite perfeito para explorar os chás com todos os sentidos, dando a conhecer, através da degustação de chás de diferentes cores e origens, de que forma uma mesma planta pode produzir chás tão diversos. O preço é de 25€ por pessoa. O segundo workshop, que acontece a 24 de outubro, Uma Taça de Chá Perfeita, centra-se nos rituais em torno da experiência de beber um chá. O objetivo é que os participantes possam preparar a sua própria taça de chá perfeita: desde a escolha do chá certo, à temperatura ideal, à qualidade da água ou à cerâmica e utensílios. O preço deste segundo momento é o mesmo.

Todos os cuidados de desinfeção necessários são tomados antes das visitas, estando o limite máximo de pessoas estabelecido para 12. As visitas guiadas são ao ar livre, garantindo o distanciamento social.

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