Revista Rua

2019-04-17T18:10:25+00:00 Cultura, Pintura

Coleção de Jaime Isidoro leva a Cerveira nomes como Picasso, Vieira da Silva e Amadeo de Souza-Cardoso

A coleção privada de arte de Jaime Isidoro vai ser apresentada no Fórum Cultural de Cerveira numa exposição que inaugura a 27 de abril. São mais de 200 obras de arte ainda pouco conhecidas do público.
Jaime Isidoro na Casa de Valadares ©Arquivo Galeria Alvarez
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira17 Abril, 2019
Coleção de Jaime Isidoro leva a Cerveira nomes como Picasso, Vieira da Silva e Amadeo de Souza-Cardoso
A coleção privada de arte de Jaime Isidoro vai ser apresentada no Fórum Cultural de Cerveira numa exposição que inaugura a 27 de abril. São mais de 200 obras de arte ainda pouco conhecidas do público.

Marcando o primeiro passo num percurso de divulgação sobre a ação de Jaime Isidoro como divulgador, colecionador e artista português, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira apresenta, já a 27 de abril, Jaime Isidoro: divulgador, colecionador e artista, uma exposição única que junta nomes sonantes do império das artes nacionais e internacionais: Vieira da Silva, Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Pablo Picasso, Os Quatro Vintes (José Rodrigues, Armando Alves, Jorge Pinheiro e Ângelo de Sousa), Julião Sarmento, Leonel Moura, José de Guimarães, Alberto Carneiro, Joana Vasconcelos e Júlio Pomar são artistas cujas obras fazem parte da coleção privada de Jaime Isidoro (1924-2009), um pintor natural do Porto, mas com ligação umbilical à vila de Cerveira, onde foi promotor da ideia de criação de residência artística: a Casa do Artista Jaime Isidoro, criada em 2001 e por onde já passaram mais de 200 artistas que produziram parte do espólio da Fundação Bienal de Arte de Cerveira.

O espectro de artistas apresentados é alargado e inclui autores desde a geração de modernistas, que marcam o final do século XIX e o arranque do século XX, até aos emergentes. Apesar de ser composta maioritariamente por artistas nacionais, a exposição coloca ainda em evidência alguns nomes do panorama internacional, como o inconfundível Pablo Picasso (ES), Joseph Beuys (DE), Candido Portinari (BR), Markus Lüpertz (DE) Rafael Canogar (ES) e Eduardo Arroyo (ES).

Fernando Nogueira, Presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, descreve a exposição como uma forma de tributo ao “pai” da Bienal de Cerveira. “Ainda no rescaldo dos 40 anos Bienal Internacional de Arte de Cerveira, não poderíamos deixar de prestar tributo àquele que é considerado o ‘pai’ do evento.  Dar a conhecer o legado deste que foi um grande dinamizador das artes em Portugal é um dos objetivos desta mostra”, indica. Já a curadora, Helena Mendes Pereira, enaltece a veia de ativista cultural de Jaime Isidoro: “Esta exposição conta-nos a história da sua intensa atividade como dinamizador e ativista cultural, iniciada no arranque da segunda metade do século XX e que fará dele, porque não, pelo menos um dos pais do mercado da arte (contemporânea) em Portugal”, assegura.

Para além de recriações de exposições, num reavivar de memórias dos tempos da Galeria Alvarez, um espaço de apresentação das vanguardas artísticas da década de 1960, esta mostra em Cerveira pretende também dar destaque a alguns nomes que acabaram por não singrar no panorama da Arte Contemporânea, mas que foram apostas de Jaime Isidoro.

A inauguração da exposição é as 16h de dia 27 de abril, altura em que será exibido um documentário inédito, gravado em 1992, onde na primeira pessoa Jaime Isidoro fala sobre a sua coleção e a relação que estabeleceu com vários artistas. No final da sessão decorrerá o lançamento do livro A nova Ordem – um caminho para a esperança do economista José Vieira.

A exposição estará patente no Fórum até 22 de junho.

Partilhar Artigo: