Revista Rua

2021-12-06T12:20:23+00:00 Cultura, Música, Radar

Coração, o novo disco de Martim Vicente já chegou

O novo álbum de Martim Vicente chega com 11 temas em português.
©Dário Paraíso
Redação3 Dezembro, 2021
Coração, o novo disco de Martim Vicente já chegou
O novo álbum de Martim Vicente chega com 11 temas em português.

Coração, o novo trabalho discográfico de Martim Vicente, está disponível em várias plataformas digitais. Depois de Caminho, em 2016, este novo álbum chega com 11 temas em português, marcados por uma sonoridade mais intimista e calorosa. Estivemos à conversa com o compositor que nos apresenta as pretensões por detrás de um lançamento há muito ansiado.

O álbum Coração é apresentado hoje. Como é que o Martim se está a sentir? Era um lançamento há muito desejado?

Estou muito feliz. Era um trabalho que já se iniciou em julho de 2020 e por ser em altura de pandemia houve sempre muitas incógnitas sobre o lançamento e quando é que seria a altura certa. Foi um trabalho intenso, no qual toda a equipa depositou muito do seu coração. Hoje encaro com orgulho por finalmente ter este trabalho cá fora e poder mostrá-lo às pessoas.

Os temas, à exceção de dois (“Somos Metade” e a versão do “Ai se Ele cai”), foram escritos pelo Martim. Eram canções guardadas e que ansiava lançar?

Era um álbum que eu desejava fazer há muito tempo e proporcionou-se na altura poder trabalhá-lo com o Francisco Sales, que aceitou produzir o disco. Algumas canções já estavam no baú há algum tempo, mas outras foram criadas durante o próprio processo de gravação.

Pode apresentar-nos este disco? Em que é que se inspirou? Do que é que ele nos fala?

Algumas das canções têm esse lado mais romântico e são histórias pessoais, mas à medida que o projeto foi crescendo tentei ser mais pretensioso e o álbum começou a falar sobre o coração de uma forma mais intensa e daquilo que acredito que é necessário para crescer e ter um coração por completo.

Todas as canções acompanham um registo mais intimista, incluindo uma reinterpretação de um tema dos Xutos e Pontapés. É o registo que mais lhe interessa explorar?

A sonoridade foi uma das grandes buscas neste álbum. Queria fazer algo completamente diferente daquilo que tinha feito até aqui, em que a música estava muito ligada a um som mais cru, acústico e com o som real dos instrumentos. Procurei o Francisco Sales porque sabia que ele tem o lado acústico que é necessário nas minhas canções, mas ao mesmo tempo traz toda uma magia eletrónica e uma sonoridade mais moderna. Há canções mais intimistas e outras mais animadas e estou muito contente com a sonoridade, têm um fim condutor que as interliga muito bem.

Já apresentou o tema “Somos Metade”, escrito por Carolina Deslandes. Considera que foi uma boa forma de anunciar o registo do álbum?

Foi uma escolha discutível, sendo que, das 11 canções, nove são escritas por mim e só esta é que não é. Mas a canção que a Carolina me escreveu para este álbum era muito especial e acho que representava muito bem a nova sonoridade que eu queria dar a este disco, sendo um excelente cartão de visita para o lançamento.

De que forma este disco difere do anterior, Caminho, lançado em 2016?

A minha vida mudou muito. Casei e tive um filho, que na verdade acompanhou todo o processo de criação do álbum. Acima de tudo, mudou a sonoridade e a imagem. Chamei o artista e fotógrafo Lázaro Paraíso que está envolvido com o projeto, não apenas com a fotografia ou a realização do videoclip, mas com a direção visual, porque acredito que um álbum não vive apenas das canções, mas é um todo. O que mudou mais tem a ver com a coesão. Digo que o primeiro álbum demorou 25 anos a ser lançado – a idade que tinha na altura – porque é uma construção de toda uma vida. Em Coração há uma coesão da pessoa mais madura que eu sou agora e quis manter uma linha que fizesse sentido do início ao fim.

O que é que espera para os próximos tempos?

Temos já dois concertos de apresentação marcados: no Teatro Maria Matos, em Lisboa, no dia 26 de janeiro, e no Auditório CCOP, Porto, a 28 de janeiro. Estamos entusiasmados por poder começar a tocar e mostrar este álbum em palco e acreditamos que ele terá uma força especial ao vivo. Considero-me um contador de histórias, por isso gosto de as contar ao vivo e falar um pouco sobre cada canção. A expectativa é que as pessoas abracem este projeto, que o ouçam e o partilhem. Para mim é extraordinário saber o que é que a canção significou para as pessoas, porque pode até ser muito diferente daquilo que eu tinha no coração quando a escrevi, mas é tão importante que a canção se torne do público. Ganha outra vida e é a partir daí que se torna eterna.

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