Revista Rua

2019-11-15T10:45:15+00:00 Cultura, Música, Radar

De Lloyd a Rathburn, dez dias intensos de jazz

O Guimarães Jazz termina já neste fim de semana.
©Miguel Estima
Miguel Estima15 Novembro, 2019
De Lloyd a Rathburn, dez dias intensos de jazz
O Guimarães Jazz termina já neste fim de semana.

A cidade berço é invadida quase duas semanas com o melhor do jazz, seja ele nacional, europeu ou americano. Ininterrupto desde a edição de 2018, todos os dias alguma coisa de jazz acontece. Sejam animações nos bares e restaurantes, sejam as oficinas, os ensaios para o concerto com a Big Band da ESMAE, ou durante a noite os habituais concertos no Centro Cultural Vila Flor.

Para um devorador deste estilo musical, o Guimarães Jazz é tipo uma gota no vasto e deserto oceano, que da invicta para cima pouco acontece. Marcando a cidade de Guimarães durante estas duas semanas, num happening que promete deixar rendido qualquer amante de jazz, o Guimarães Jazz termina já amanhã.

Antes mesmo de Charles Lloyd ter subido ao palco do grande auditório no dia 7 de novembro, já estava a cidade cheia de jazz e já se encontravam a decorrer os ensaios para o concerto de domingo com a Orquestra da ESMAE. Foi com António Sanchez que a fasquia do festival subiu e apesar da simples estrutura, tudo fazia um sentido cósmico. Deixemos a América e a tarde de sábado foi preenchida pelo trio Oliva no pequeno auditório. Sendo a noite preenchida pelos dois pianistas Vijay Iyer, Craig Taborn, numa partilha pelas teclas de uma forma incrível. Domingo é dia do concerto da Big Band da ESMAE dirigida pelo convidado Geof Bradfield, este último que também esteve a dirigir as Jam Sessions no final dos concertos, tanto no café concerto do CCVF como na Associação Convívio. Ainda no domingo e desta vez no CIAJG, Miguel Moreira esteve a produzir um concerto/performance em residência, o projeto habitual do Porta-Jazz com o festival. A segunda-feira foi marcada pela ICP Orchestra num concerto quase único, já que esta formação raramente sai do seu país de origem – a Holanda. O Pequeno auditório na terça-feira, 12 foi preenchido pelo ácido jazz do trio Ikizukuri e na quarta era Joe Lovano que iria fazer as honras de encher novamente o grande auditório. No dia seguinte foi dia da Orquestra de Guimarães convidar Lina Nyberg Quintet. Na reta final, o baterista Rudy Royston sobe hoje ao palco e o ensamble multicultural de Andrew Rathbun apresenta-se amanhã, sábado, dia 16.

©Miguel Estima
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