Revista Rua

2020-05-11T11:54:18+00:00 Cultura, Música

Dead Combo com orquestra, pelas mãos de Wilson Capitão

Wilson Capitão ©D.R.
Redação
Redação11 Maio, 2020
Dead Combo com orquestra, pelas mãos de Wilson Capitão

Depois de ter feito uma orquestração para o tema “Wanna Be Basquiat” de Surma, Wilson Capitão lançará a música de Dead Combo – “Povo Que Cais Descalço” acompanhada de orquestra e coro, com a aprovação da banda, no dia 25 de Maio na sua página do Spotify.

A escolha da música deve-se ao significado que ela carrega. Segundo a banda Dead Combo, este tema é sobre um povo que acaba sempre por ultrapassar as várias adversidades que aparecem. Devido à atual crise que todos passamos, Wilson Capitão decidiu que faria todo o sentido pegar nesta música, dedicando-a a todos artistas portugueses. Pedro Gonçalves e Tó Trips, os dois elementos de Dead Combo, depois de ouvirem a orquestração, aprovaram-na.

Wilson Capitão é um emergente compositor e orquestrador português que tinha data de lançamento do seu primeiro EP de composições originais, onde mistura orquestra com elementos de eletrónica e hip-hop, para Maio deste ano. O lançamento foi adiado para 2021 e terá vários concertos de apresentação com uma orquestra a acompanhar. Por causa do adiamento, surgiu a oportunidade de lançar orquestrações com várias bandas nacionais.

Wilson Capitão ©D.R.

No que toca ao arranjo da música, Wilson Capitão refere que: “A música ‘Povo Que Cais Descalço’ é simples pelos instrumentos que usa, são apenas duas guitarras, mas muito pesada na emoção e na melodia que carrega. O arranjo foi feito para orquestra sinfónica e coro. No entanto, com tantos recursos à mão, o objetivo aqui foi apenas de acompanhar a música e a melodia, dando uma nova cor e textura. Não pretendia fazer grandes rearmonizações ou inserir novos elementos que alterassem de alguma forma a melodia original. Quis manter a essência e dar um elemento de surpresa ao mesmo tempo.”

Os elementos de Dead Combo têm-se mostrado ativos na luta por um novo enquadramento legal para os artistas, que veio a piorar com a pandemia. Wilson Capitão também se revê nesta visão: “Acho que é urgente encontrar uma solução e um enquadramento legal que não atire constantemente os artistas e os técnicos para situações precárias. Existem várias soluções possíveis, espero que o governo tenha este tema na lista de prioridades. Temos milhares de artistas que ficaram sem trabalho durante meses e outros que estão a criar arte gratuitamente durante a quarentena para entretenimento, sem receberem um único euro e com contas para pagar.”

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